Mais de 300 pessoas adoecem a bordo de um dos maiores cruzeiros do mundo

Passageiros do Independence of The Seas foram afetados por um surto de norovírus dias depois de o navio ter saído do porto de Miami, EUA

Seriam as férias de sonho para milhares de pessoas que embarcaram no Independence of the Seas, mas no final da semana passada havia quem já só quisesse sair daquele que é um dos maiores e mais luxuosos cruzeiros de luxo de todo o mundo: pelo menos 332 passageiros a bordo ficaram doentes com norovírus, causador de gastroenterites, depois de o cruzeiro ter saído de Miami, EUA, na passada segunda-feira.

As primeiras queixas começaram dois dias depois da escala em Miami e, na quinta-feira passada, a Royal Caribbean, proprietária do Independence of the Seas, distribuiu aos passageiros uma carta a informá-los sobre o surto, que deixou assoberbada a equipa médica residente. "Por precaução, implementámos procedimentos melhorados de higiene a bordo", referia a missiva. A maioria dos funcionários passou a usar luvas e os viajantes foram incentivados a lavar sempre as mãos com água e sabão, sobretudo antes das refeições. A carta encorajava quem sentisse náuseas, vómitos ou diarreia a pedir de imediato uma consulta.

O norovírus é raramente fatal, mas muito desconfortável para quem, assinala o The Washington Post , desembolsou centenas de dólares numa viagem de luxo. Para além dos passageiros contaminados, mais 5000 pessoas ficaram em suspenso, tentado evitar o contágio a todo o custo num ambiente em que dificilmente conseguirão escapar à doença, causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados, já que o vírus persiste nas superfícies e resiste aos desinfetantes mais comuns.

Mas o Independence of The Seas não foi o único cruzeiro da Royal Caribbean afetado pelo norovírus na semana passada: no Ovation of The Seas, durante uma viagem de 14 noites de Sidney para Singapura, mais de 200 pessoas adoeceram e cinco tiveram mesmo de ser hospitalizadas.

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