Espanha chega às 15 mil mortes mas número de óbitos diários volta a cair

Espanha eleva para 15.238 e 152.446‬ o total de mortes e casos confirmados, respetivamente

Espanha registou esta quarta-feira mais 683 mortes e 5 756 casos confirmados de infeção por covid-19, anunciou o Ministério da Saúde daquele país.

No total, registam-se 15 238 mortes e 152 446 casos confirmados em solo espanhol. Na véspera, Espanha tinha registado 757 mortes e 6180 casos de covid-19.

Entre as pessoas infetadas, 52 165 já recuperaram. Mais 4144‬ recuperaram nas últimas 24 horas.

Espanha é o segundo país com mais casos confirmados, sendo apenas superado pelos Estados Unidos (435 mil), e também o segundo com mais mortes, sendo apenas superado por Itália (17 mil).

Parlamento vota esta quinta-feira prolongamento do estado de emergência

Os deputados espanhóis votam esta quinta-feira a proposta do governo para prolongar por mais duas semanas, até 25 deste mês, o estado de emergência em vigor desde 15 de março, com o objetivo e lutar contra o novo coronavírus.

Na sessão, tudo indicando existir uma maioria confortável de formações políticas que apoiam a iniciativa do Governo socialista, incluindo a maior da oposição, o Partido Popular, de direita.

Sábado passado, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou o prolongamento do estado de emergência até à meia-noite de 25 de abril, para travar a covid-19 numa altura em que, tudo indica, está "superado o pico" desta pandemia.

Na altura, o chefe do Governo avançou que as medidas de contenção que incluem o confinamento em casa para todos, salvo os que trabalham em serviços essenciais, iriam continuar, mas que estava a estudar a possibilidade de, a partir de segunda-feira 13 de abril, ser autorizado o regresso ao trabalho daqueles que não podiam fazê-lo a partir de casa.

O estado de emergência começou em 15 de março e impôs uma série de restrições à mobilidade dos cidadãos, que foram depois alargadas, com medidas adicionais, como o controlo nas fronteiras ou o fecho provisório de atividades económicas não essenciais.

O confinamento foi inicialmente aprovado por duas semanas, às quais foram acrescentadas mais duas, a partir de 29 de março e até 11 deste mês.

Apesar do agravamento da evolução nos últimos dois dias, as autoridades sanitárias espanholas estão convencidas de que o pico da pandemia foi alcançado, mas alertam para a necessidade de consolidar a tendência detetada.

Pedro Sánchez quer oposição à imagem de... Rui Rio

O primeiro-ministro espanhol pediu esta quinta-feira à oposição de direita para seguir o exemplo de Portugal, onde o presidente do PSD, Rui Rio, fez um "discurso emotivo" a desejar "boa sorte" e a oferecer a sua colaboração na luta contra a covid-19.

"Peço-vos humildemente unidade e lealdade" institucional, repetiu Pedro Sánchez dirigindo-se ao líder do Partido Popular (PP, direita) durante o debate esta manhã no parlamento espanhol que deverá hoje aprovar o prolongamento do "estado de emergência".

O chefe do Governo espanhol afirmou estranhar que Espanha seja diferente da maior parte dos países no mundo em que os vários partidos políticos estão unidos na luta contra o novo coronavírus.

Pedro Sánchez começou por dar o exemplo do que se passa em Portugal e do líder do principal partido da oposição, Rui Rio do PSD, que fez um "discurso emotivo" na semana passada na Assembleia da República a desejar "boa sorte" ao Governo liderado pelo primeiro-ministro socialista, António Costa, e a oferecer o seu apoio na luta contra a pandemia.

As palavras do chefe do Governo receberam o aplauso dos poucos deputados presentes dos partidos que apoiam o executivo num parlamento em que a maioria dos membros estava a participar na sessão a partir de casa através de meios telemáticos.

Pedro Sánchez referiu ainda o caso do Reino Unido, em que o líder do Partido Trabalhista também se colocou ao lado do primeiro-ministro, Boris Johnson, na luta contra a pandemia.

O presidente do PP, Pablo Casado, respondeu, em seguida, que "os espanhóis merecem um Governo que não lhes minta" e considerou que a "autoridade moral" de Sánchez para pedir "unidade e lealdade" era "nula".

Casado atacou a gestão feita pelo executivo espanhol da crise do coronavírus e pediu-lhe para "dizer a verdade" sobre a situação real da doença no país, que declarasse luto nacional e que garantisse o envio de material de proteção a todos os trabalhadores nos serviços de saúde.

Apesar destas cítica, o PP deverá apoiar o prolongamento do "estado de emergência" por mais duas semanas, até as 24:00 de 25 de abril próximo.

O primeiro-ministro espanhol também apelou a todos os partidos políticos para que, na próxima semana, se inicie o diálogo para se chegar a um grande acordo económico e social para a reconstrução do país após a crise do coronavírus.

"O que proponho é um grande acordo nacional para a reconstrução económica e social, no qual participem todas as forças dispostas a colaborar, os partidos políticos, evidentemente, mas também empresários e sindicatos, e, claro, as comunidades autónomas. Proponho um grande pacto para a reconstrução económica e social de Espanha", disse Pedro Sánchez.

A Espanha é um dos países mais atingido pelo novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, que já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82.000, tendo saído curados cerca de 260 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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