Cortes do governo fecham centro onde trabalhava mãe de Cameron

Mary Cameron soube esta quinta-feira que o centro para crianças em Oxfordshire, onde trabalhava como voluntária, vai encerrar no final do mês.

A mãe do primeiro-ministro britânico chegou às primeiras páginas dos jornais britânicos em fevereiro, quando assumiu que tinha assinado uma petição pública contra os planos do governo para fechar centros de crianças em Oxfordshire, incluindo alguns na circunscrição de Witney, que David Cameron representa no Parlamento.

Confirmado o encerramento do centro de Oxfordshire, Mary Cameron diz agora ter ficado "muito triste" com este desfecho.

Ao Daily Mirror, a mãe do primeiro-ministro conservador contou que trabalhava no centro há um ano e que não esperava por esta notícia:"Acabei de saber. Não sei o que pode ser feito agora", acrescentando que não perguntou ao filho o que tinha acontecido porque preferia não interferir nos seus assuntos.

O centro de Oxfordshire servia cerca de 670 crianças com menos de 5 anos e providenciava cursos de primeiros socorros para bebés, cuidados gerais para proteger a saúde das crianças e conselhos para manter uma alimentação saudável.

Gael Williams, mãe de duas crianças, contou ao jornal The Independent que acha "uma vergonha" o encerramento do centro. "É utilizado por muitas famílias da nossa comunidade e não sei o que vamos fazer sem ele", acrescentou.

A trabalhista Lucy Powell, ministra sombra da Educação, diz que estes centros para crianças "são um apoio fantástico para os pais durante as primeiras semanas e meses", mas ataca o primeiro-ministro David Cameron acusando-o de faltar às suas promessas.

"David Cameron farta-se de repetir que a paternidade é muito importante para ele mas as suas políticas vão no sentido contrário às suas ambições", disse ao The Independent.

As autoridades de West Berkshire, onde fica o centro, confirmaram o encerramento do centro mas dizem que vão continuar a providenciar os mesmos serviços noutras comunidades.

Um porta-voz do concelho disse ao Daily Mirror: "Vamos deixar de usar os centros de crianças mas os nossos serviços vão continuar a estar disponíveis na comunidade. Isto quer dizer que os serviços vão ser prestados noutras localizações e algumas famílias vão ter de percorrer uma distância menor".

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