Macron será candidato às presidenciais de 2017

O discurso independente dos partidos, mas sem os hostilizar e apelando à esquerda e à direita, encontra eco junto da classe média e dos meios empresariais.

O antigo ministro da Economia, Emmanuel Macron, que chegou a ser visto como um protegido de François Hollande, será candidato às presidenciais de 2017, garantiram fontes próximas daquele que era considerado como o mais liberal dos elementos do executivo de Manuel Valls.

Macron, de 38 anos, que se demitiu em agosto, formalizará a candidatura "antes de dez de dezembro", afirmou à AFP uma fonte da campanha, adiantando estarem já formados 1700 comités de apoio local e angariados quase três milhões de euros.

Com passagem pela banca e com formação num dos estabelecimentos mais prestigiados do ensino em França, a Escola Nacional de Administração (ENA), Macron nunca se apresentou a eleições e toda a sua carreira política fez-se em gabinetes.

Definindo-se como um reformista da esquerda liberal, Macron foi nomeado ministro da Economia em agosto de 2014, sustentando uma agenda baseada na liberalização das leis do trabalho e de um maior incentivo às empresas.

A mesma fonte indiciou que as grandes linhas da campanha serão divulgadas numa entrevista a sair quinta-feira no Le Nouvel Observateur e o anúncio será feito num comício, "em princípio em Paris" a decorrer, como já referido, "antes de dez de dezembro".

É também em dezembro que François Hollande tornará pública a decisão de se candidatar ou não. Actualmente, muito mal colocado nas sondagens, Hollande poderia desistir em favor do primeiro-ministro Manuel Valls ou de um outro antigo ministro de Economia, Arnaud Monteburg, considerado mais à esquerda.

Qualquer destes nomes terá de passar ainda pelo crivo de primárias à esquerda, onde Macron não é o nome mais popular popular.

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