Líderes do fórum Ásia-Pacífico comprometem-se a combater protecionismo

Combate ao protecionismo ficou plasmado na declaração final do encontro

Os dirigentes dos 21 países do Fórum para a Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) comprometeram-se hoje "a combater qualquer forma de protecionismo", segundo a declaração do final do encontro que terminou hoje em Lima, Peru.

Os membros do fórum rejeitam políticas económicas protecionistas num contexto de, como descrito na declaração final, "uma lenta e desigual recuperação da crise financeira de 2008".

A declaração indica que os membros vão "resistir a todas as formas de protecionismo", incluindo a manipulação de moedas e de taxas de câmbio.

Neste documento, os líderes das 21 nações do APEC referem que vão continuar a trabalhar para um acordo de livre comércio que inclua todos estes países.

No entanto, estas perspetivas para um novo pacto económico foram assombradas pelo ceticismo do Presidente norte-americano eleito, Donald Trump, em relação ao livre comércio, bem como pelo voto dos britânicos para a saída da União Europeia, aprovada pelos britânicos em referendo já em junho.

Os membros do APEC comprometeram-se ainda a aderir às metas definidas no ano passado em Paris para as alterações climatéricas.

Criado em 1989, o APEC é um fórum composto por 21 países da Ásia e do Pacífico que promove o comércio livre na região, com o objetivo de criar mais prosperidade para os povos através de um crescimento equilibrado, inclusivo, sustentável e inovador.

Entre os países que integram este fórum estão a Austrália, o Canadá, o Chile, a China, o Japão, a Malásia, o México, a Rússia, Singapura, a Tailândia e os Estados Unidos da América.

No seu conjunto, os países da zona Ásia-Pacífico, que são os que mais beneficiaram da globalização, representam 60% do comércio mundial e 40% da população global.

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