Líder da oposição da Bielorrússia apela à intervenção das Nações Unidas para pôr fim à violência contra manifestantes

Svetlana Tikhanovskaya quer sanções impostas a indivíduos próximos do presidente e pede uma missão internacional no terreno imediatamente. A violência continua nas ruas.

A líder da oposição da Bielorrússia apelou esta sexta-feira às Nações Unidas para que sejam adotadas medidas a nível internacional capazes de pôr fim à violência sobre os manifestantes que protestam contra o regime do presidente Lukashenko desde as eleições de 9 de agosto.

Para Svetlana Tikhanovskaya, a ONU deveria decretar sanções contra indivíduos próximos de Alexander Lukashenko, o presidente que, apesar dos imensos protestos, permanece "desesperadamente agarrado ao poder" -- nas palavras da líder da oposição, no exílio na Lituânia.

Apesar de as autoridades continuarem a usar a força para tentar reprimir as manifestações -- esta sexta-feira, segundo a BBC, cinco estudantes universitários foram presos, em Minsk, quando estavam a cantar o hino de resistência do musical Les Misérables -- os protestos não dão sinais de terminar.

Também vários vídeos nas redes sociais mostraram outros momentos de violência, em especial no Instituto de Linguística de Minsk, com a polícia a arrastar estudantes por corredores.

Esta sexta-feira, Svetlana Tikhanovskaya dirigiu-se às Nações Unidas através de videoconferência, numa reunião informal marcada pela vizinha Estónia. Além das referidas sanções Tikhanovskaya pediu ainda para que uma missão internacional de monitorização seja enviada de imediato para a Bielorrússia.

"Uma nação não pode manter-se refém da sede de poder de um homem. Os bielorrussos acordaram, o ponto sem sem regresso já foi ultrapassado", afirmou ainda a líder da oposição.

Desde 9 de agosto, dia de eleições presidenciais, que a Bielorrússia está em tumulto, após o atual presidente ter formalmente vencido o escrutínio com 86% dos votos. Conhecida como a "última ditadura da Europa", a ex-república soviética é liderada há 26 anos com mão de ferro por Alexander Lukashenko.

A sua opositora, a blogger Svetlana Tikhanovskaya, assumiu este papel após o seu marido, Sergei Tikhanovsky e um outro candidato terem sido presos.

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