Governo: "Está em curso" a libertação de portugueses detidos

Portugueses e lusodescendentes estão a ser libertados

"Está em curso" a libertação dos portugueses e lusodescendentes que se encontravam detidos na Venezuela, acusados de especulação, confirmou ao DN fonte da Secretaria de Estado das Comunidades.

A mesma fonte diz que ainda estão a confirma se foram libertados todos os que estavam detidos.

Santos Silva aguardava desenvolvimentos

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou na terça-feira de madrugada que tem "informações de que estará a haver desenvolvimentos" relativamente à situação dos portugueses e lusodescendentes gerentes de supermercados detidos na Venezuela e que aguarda uma confirmação.

"Estou a confirmar esses desenvolvimentos e, logo que tenha a confirmação, essa informação será divulgada publicamente", declarou Augusto Santos Silva aos jornalistas, em Nova Iorque.

Sem revelar quais as informações de que dispõe, o ministro disse que "ainda estão desencontradas", que ainda não pôde "confirmá-las com toda a certeza", e acrescentou: "Aguardemos para ver se esses desenvolvimentos se confirmam".

O ministro dos Negócios Estrangeiros falava no final de uma reunião informal da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), à margem da 73.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU.

Questionado sobre a situação dos portugueses e lusodescendentes que foram presos na Venezuela, Santos Silva referiu que no encontro de segunda-feira com o homólogo venezuelano, em Nova Iorque, ficou acertado "que haveria o acesso imediato das autoridades portuguesas aos cidadãos portugueses que estão detidos".

"Em consequência, a embaixada portuguesa já apresentou as respetivas notas verbais, pedindo esse acesso imediato, e outra pedindo que o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas na sua próxima deslocação à Venezuela possa também visitar as pessoas que estão detidas", adiantou.

Três dezenas de gerentes detidos

Numa última vaga de detenções, Nicolás Maduro indicou na quinta-feira que tinham sido detidos 34 gerentes de supermercados fundados por portugueses, o Central Madeirense e o Excelsior Gama, de acordo com El Nacional. Uma dezena permanecia na cadeia até hoje.

O governo fixou os preços de 25 produtos básicos - alimentícios, de higiene e limpeza - e desde agosto já tinham sido detidas 150 gerentes de supermercado, acusados de violar a lei de controlo dos preços.

Notícia atualizada às 14.00

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