Kim Jong-un, Trump e Puigdemont: os favoritos ao Nobel da Paz?

Quem o indica é a revista Time, num artigo sobre os possíveis vencedores

Um dia antes do anúncio do Nobel da da Paz, a revista Time indica os favoritos para ganhar o prémio. Este ano há 331 nomeados - 216 pessoas e 115 grupos, de acordo com o comité do Nobel, e a revista norte-americana salienta alguns nomes, a começar pelo presidente norte-americano, Donald Trump, indicado por republicanos em maio, pelo seu trabalho na desnuclearização da Península da Coreia.

Kim Jong-un e Moon Jae-in, os líderes das duas Coreias, que no último ano realizaram várias reuniões de aproximação, dando mesmo passos no sentido de acabar finalmente e formalmente com a guerra de 1950-53, são outros dos dois nomes referidos pela publicação. O catalão Carlos Puigdemont, que liderou o polémico processo do referendo de independência da região no ano passado, é também apontado. E embora nenhum papa tenha vencido o Nobel da Paz, o nome de Francisco tem circulado nos últimos anos.

A ganhar, Trump seria o quinto presidente dos EUA distinguido (no cargo ou após deixar o cargo): Obama, há nove anos, foi o último. Antes dele, Jimmy Carter vencera em 2002, mais de 20 anos após deixar a presidência, pelas suas "décadas de esforços para encontrar soluções para conflitos internacionais". Woodrow Wilson venceu em 1919 pelo seu trabalho para a criação da Liga das Nações, precursora da ONU. Theodore Roosevelt, em 1905, foi o primeiro presidente americano a vencer o Nobel da Paz pelo seu trabalho para pôr fim à guerra russo-japonesa.

No ano passado, o prémio foi para a Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (ICAN, na sigla em inglês). Em 2016, foi distinguido o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelo acordo de paz com a guerrilha das FARC, que pôs fim a um conflito de mais de meio século.

A decisão do Comité Nobel norueguês incide sobre nomes propostos até 31 de janeiro. Os seus cinco elementos podem acrescentar nomeações.

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