Kanye West conseguiu 60 mil votos. E já lançou KANYE 2024

O rapper lançou a campanha em julho e já estará a pensar voltar a tentar a sua sorte dentro de quatro anos.

Às vezes esquecemo-nos que Joe Biden e Donald Trump não são os únicos candidatos às presidenciais americanas. Na verdade eram mais de mil as opções que os americanos tinham para inquilino da Casa Branca. E um dos mais famosos destes candidatos "alternativos" era Kanye West.

O rapper entrou na corrida em julho, o que o impediu de estar nos boletins de voto de vários estados, mas os fãs não desiludiram e Kanye West recebeu cerca de 60 mil votos em vários estados. Só no Tennesseee, mais de dez mil pessoas votaram nele.

O lançamento caótico da improvável campanha do rapper americano Kanye West para substituir Donald Trump na Casa Branca provocou raiva, preocupação com a sua saúde mental e muitas dúvidas sobre a sua seriedade.

Vestindo um colete à prova de balas que dizia "segurança", West, de 43 anos, chorou durante um discurso longo e disperso no domingo em Charleston, Carolina do Sul, que deveria marcar o lançamento da sua campanha.

Os seus comentários controversos sobre a abolicionista Harriet Tubman ultrajaram muitos, provocaram desprezo e deixaram cientistas políticos em dúvida sobre as verdadeiras motivações do rapper.

Com a inscrição "2020" inscrita na cabeça, West fez um discurso de uma hora, dizendo que um dia quis que a mulher, Kim Kardashian, fizesse um aborto quando estava grávida da filha mais velha, North.

Depois revelou que o pai queria que a sua mãe fizesse o mesmo quando estava grávida dele. "A minha mãe salvou a minha vida", disse West, chorando. Então gritou: "Quase matei a minha filha! Quase matei a minha filha!". E propôs que "toda a pessoa que tem um bebé receba um milhão de dólares".

Entretanto, foram os seus comentários de que "Harriet Tubman nunca realmente libertou escravos, apenas fez escravos trabalharem para outras pessoas brancas", que conquistaram a maioria das manchetes e provocaram indignação.

West "enlouqueceu", twitou a historiadora Kate Clifford Larson, autora de um livro sobre Tubman. A abolicionista é conhecida por ajudar dezenas de negros a escapar da escravatura montando uma rede de ativistas e casas seguras. Ela também era uma espia da União na Guerra Civil.

Kanye West, entretanto, longe de abandonar as ambições presidenciais, já colocou nas redes sociais a mensagem KANYE 2014, antecipando nova candidatura dentro de quatro anos.

O próprio marido da socialite Kim Kardashian já veio dizer que na sua ida às urnas "votei pela primeira vez na vida" e foi em "alguém em quem verdadeiramente confio: eu".

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