Juncker vai reunir-se com primeira-ministra da Escócia

Encontro será hoje e a primeira-ministra mostrou-se "determinada" a manter a Escócia na UE, decisão apoiada pelos escoceses no referendo

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, vai reunir-se esta quarta-feira, em Bruxelas, com a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, que pretende defender o lugar da Escócia na União Europeia (UE) depois da vitória do 'Brexit'.

O encontro vai realizar-se às 17:00 (16:00 em Lisboa), disse Margaritis Schinas, porta-voz da Comissão Europeia na rede social Twitter.

A primeira-ministra escocesa anunciou na terça-feira que iria hoje a Bruxelas para se reunir com dirigentes europeus, detalhando que ia encontrar-se nomeadamente com o presidente do Parlamento Europeu, Martin Shulz, e com líderes de grupos políticos.

Contudo, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, recusou encontrar-se com a primeira-ministra, considerando não ser "o momento apropriado", disse fonte do Conselho na terça-feira.

Nem Juncker nem Schulz planeiam realizar conferências de imprensa após as conversações.

Nicola Sturgeon disse, naquele que foi o seu primeiro discurso no parlamento escocês desde a vitória do 'Brexit', estar "absolutamente determinada" a defender o lugar da Escócia na UE, recordando que os escoceses votaram maioritariamente (62%) pela permanência na UE no referendo de 23 de junho.

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido deve sair da UE, depois de o 'Brexit' (nome como ficou conhecida a saída britânica da União Europeia) ter conquistado 51,9% dos votos.

Já no domingo, a primeira-ministra da Escócia afirmou ser "altamente provável" que se realize um novo referendo sobre a independência após o 'Brexit'.

"O Reino Unido, pelo qual a Escócia votou para permanecer em 2014, já não existe", afirmou em declarações à estação britânica BBC, garantindo que tudo fará "para proteger os interesses dos escoceses".

"O Reino Unido, pelo qual a Escócia votou para permanecer em 2014, já não existe", afirmou em declarações à estação britânica BBC, garantindo que tudo fará "para proteger os interesses dos escoceses".

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