Itália ultrapassa os 2 mil mortos, mais 349 em 24 horas

As autoridades italianas indicaram que já morreram 2158 pessoas devido à infeção causada pelo novo coronavírus.

Itália, o país da Europa com mais casos de infeção pelo novo coronavírus, registou até esta segunda-feira 2158 mortos, com as 349 novas mortes ocorridas nas últimas 24 horas, anunciou o presidente da Proteção Civil, Angelo Borrelli.

Do total de mortes, cerca de dois terços, 1420, registaram-se na Lombardia (norte), região de que Milão é a capital.

A propagação do vírus na Itália não deu ainda sinais de abrandamento, com as autoridades de saúde a registarem 2.470 novos casos positivos desde domingo.

A região de Turim, Piemonte, regista há dois dias um aumento significativo de casos, alcançando um total de 111 mortos e 1516 casos positivos.

Itália regista um total de 23 073 pessoas infetadas, o segundo maior número de casos depois da China, onde surgiu o surto de Covid-19 em dezembro.

Há mais de 175 mil pessoas infetadas em todo o mundo

Um total de 7007 pessoas morreram devido a 175 530 casos de contaminação identificados em 145 países e territórios, desde o princípio da pandemia, em dezembro passado, de acordo com o balanço mais recente da AFP com dados até às 17:00.

Além da China, que tem o maior número de mortes (3213), a Itália é o país mais afetado, com 2158 mortes. O Irão regista 853 mortos em 14 991 casos e em Espanha são já 309 vítimas mortais em 9191 casos. Em França há 127 mortos em 5423 casos.

No entanto, alerta a AFP, o número de casos diagnosticados reflete apenas imperfeitamente a realidade, com um grande número de países agora a testar apenas os casos que requerem atendimento hospitalar.

Desde a contagem realizada no dia anterior, às 17:00 de domingo, 587 novas mortes e 11597 novos casos foram registados em todo o mundo. E Portugal, Bahrein, Hungria, Guatemala e Luxemburgo anunciaram as primeiras mortes provocadas pela Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Trinidad e Tobago, Libéria, Somália e Tanzânia anunciaram o diagnóstico dos primeiros casos.

A Ásia totalizava hoje 92 260 casos (3337 mortes), a Europa 61 073 casos (2711 mortes), o Médio Oriente 16 530 casos (869 mortes), Estados Unidos e Canadá 4126 casos (70 mortes), América Latina e Caribe 815 casos (sete mortes), África 374 casos (oito mortes) e 358 casos na Oceânia (5 mortes).

O balanço da AFP é compilado a partir de dados recolhidos pelos escritórios da agência, autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A primeira morte em Portugal, anunciada pela ministra da Saúde, Marta Temido, foi a de um homem de 80 anos, com "várias patologias associadas" que estava internado há vários dias no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Há 331 pessoas infetadas até esta segunda-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Itália aprova 25 mil milhões para apoiar famílias e empresas

Com o número de mortos e de casos de infeção a aumentar e todo o país em quarentena, o governo italiano aprovou esta segunda-feira um decreto com medidas de cerca de 25 mil milhões de euros para apoiar as famílias e as empresas afetadas pela pandemia, garantindo que medidas suplementares serão adotadas em abril.

Segundo o ministro da Economia e Finanças, Roberto Gualtieri, Roma vai também injetar liquidez no sistema financeiro, num montante que não precisou, mas espera chegar a "um fluxo" de 340 milhões de euros suplementares a favor de famílias e empresas.

Dos 25 mil milhões de euros que tinham sido anunciados há dias e agora foram aprovados "mais de 10 mil milhões serão destinados a apoiar empregos e trabalhadores", afirmou numa conferência de imprensa realizada após o Conselho de Ministros.

"Ninguém deve perder o seu posto de trabalho", insistiu.

Uma outra parte importante desta quantia, 3,5 mil milhões de euros, serão destinados ao sistema de saúde e à proteção civil, na primeira linha da luta contra a pandemia.

"Podemos estar orgulhos de ser italianos, juntos vamos conseguir", diz o primeiro-ministro italiano

Gualtieri não precisou os montantes previstos para financiar o adiamento de pagamento de impostos, taxas e outras contribuições nem o apoio aos diversos setores económicos.

O ministro das Finanças referiu que a Itália "conta com fundos europeus" para o decreto que será adotado em abril.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, também disse algumas palavras para tentar animar a população com as medidas económicas.

"Ninguém será abandonado", prometeu. "Podemos estar orgulhos de ser italianos, juntos vamos conseguir", acrescentou.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG