Itália regista menos novos casos, são 1941, mas mais mortes: 636

"Os dados são menos alarmantes e a tendência a que assistimos deve ser reconfortante, mas não devemos reduzir o nível de alarme", alerta responsável da Comissão Técnica Científica italiana

Os dados do novo boletim de Proteção Civil reportam um decréscimo no número de doentes: 1.941 novos casos (menos que nos últimos dias, ontem eram 2972), mas também um número menor de zaragatoas realizadas (testes à doença). Os doentes em unidades de cuidados intensivos são hoje 3898, menos 79 do que domingo.

O número de vítimas ainda permanece alto, voltando a subir em comparação com a contagem e domingo. Nas últimas 24 horas, 636 pessoas morreram (ontem houve 525 vítimas), atingindo um total de 16.523 mortes.

O número de pacientes internados com sintomas permaneceu praticamente inalterado: são 28 976 pessoas (27 mais do que ontem).

No entanto, a situação da pandemia em Itália "ainda é de pico", escreve o Corriere Della Sera. .

Os doentes em unidades de cuidados intensivos são atualmente 3.898 e destes 1.343 estão na Lombardia, cuja capital é Milão, e a região mais afetada pela covid-19.

Dos 93.187 pacientes que testaram positivo para a doença,, 28.976 estão hospitalizados com sintomas - 27 a mais do que ontem - e 60.313 estão em tratamento domiciliar.

"Os dados confirmam substancialmente a tendência reconfortante que vimos há alguns dias, [consequência] das medidas efetivas de contenção" disse Luca Richeldi, pneumologista da Policlínica Gemelli e membro da Comissão Técnica Científica italiana, na conferência de imprensa desta segunda-feira.

"Os dados são menos alarmantes e a tendência a que assistimos deve ser reconfortante, mas não devemos reduzir o nível de alarme, pois ainda existem mais dois mil doentes e 600 mortos", alertou Richeldi, citado pela agência de notícias italiana ANSA.

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