Israel pede à UE que suspenda apoio a ONG que promovam boicotes

Os israelitas exortaram "fortemente a UE a implementar a política de rejeição a boicotes contra Israel" cortando financiamento a uma lista de organizações não-governamentais

Israel pediu à UE que suspenda o finaciamento a mais de uma dúzia de organizações não-governamentais (ONG) que, afirmou, promovem boicotes contra o país.

Israel defendeu que o apoio em causa viola a política da UE que é contrária a boicotes contra o Estado judaico.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel publicou uma lista de organizações, algumas com ligações a grupos militantes palestinianos, ao mesmo tempo que recebem dinheiro europeu.

O relatório é a última ação de Israel na luta contra o movimento global que apela para boicotes, desinvestimento e sanções, que inclui milhares de voluntários em todo o mundo, e desafiou empresários, artistas e universidades a cortar relações com o Estado judaico.

Os apoiantes deste movimento afirmaram que a tática utilizada é uma forma não-violenta de promover a causa palestiniana.

Já Israel considerou que esta campanha vai além da ocupação do território palestiniano, escondendo o objetivo de retirar legitimar ou mesmo destruir o Estado judaico.

"O Estado de Israel espera que a UE aja com total transparência e revele o âmbito do apoio financeiro a organizações que têm laços com o terror e promovem boicotes contra Israel", de acordo com o relatório.

Os israelitas exortaram "fortemente a UE a implementar a política de rejeição a boicotes contra Israel", bem como "a suspender imediatamente o financiamento a organizações que promovem boicotes anti-israelitas", adiantou.

Israel afirmou que as ONG receberam um total de cinco milhões de euros em 2016, o último ano conhecido, de acordo com o relatório.

Entre as organizações listadas, contam-se a norueguesa People's Aid, a britânica War on Want, a holandesa PAX, assim como alguns grupos palestinianos, incluindo a PNGO Net.

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