Irão tem 13 cenários para vingar assassínio de Qassem Soleimani

"O mais fraco dos treze cenários é um pesadelo histórico para os Estados Unidos", advertiu o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, que fala ainda na possibilidade de utilização de mísseis de médio e longo alcance contra bases norte-americanas

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Shamkhani, revelou esta terça-feira que as forças militares iranianas identificaram "treze cenários" para a "forte vingança" contra os Estados Unidos pelo assassínio do general Qassem Soleimani.

"O mais fraco dos treze cenários é um pesadelo histórico para os Estados Unidos", advertiu Shamkhani, assinalando que "a vingança não inclui apenas uma operação".

Segundo a agência iraniana Tasnim, em informação citada pelo jornal inglês The Guardian, o responsável iraniano avançou que as forças militares iranianas estão preparadas para usar mísseis de médio a longo alcance para atacar bases americanas no Médio Oriente.

Ali Shamkhani disse à agência de notícias iraniana: "As 27 bases americanas mais próximas da fronteira do Irão já estão em alerta máximo; eles sabem que é provável que a resposta inclua mísseis de médio e longo alcance."

O responsável assegurou que "todas as forças do Eixo da Resistência se vão vingar", numa alusão a grupos aliados do Irão como o movimento xiita libanês Hezbollah, o iraquiano Forças de Mobilização Popular (Hachd al-Chaabi), o iemenita Ansarullah (rebeldes Huthis) e o palestiniano Hamas.

Indicou ainda que o Irão vigia as várias bases norte-americanas na região e as suas tropas, que as autoridades persas exigem que abandonem o Médio Oriente.

"Se as tropas norte-americanas não saírem da nossa região pelo seu próprio pé e em posição vertical, faremos com que os seus cadáveres saiam de modo horizontal", ameaçou Shamkhani.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano afirmou que a mensagem da República Islâmica é clara: "Os Estados Unidos assassinaram um herói nacional e não podemos ficar indiferentes."

O Parlamento iraniano aprovou esta terça-feira por unanimidade uma moção denominada "dura vingança" que qualifica o Pentágono e o exército dos Estados Unidos como forças terroristas, o que abre caminho a ações retaliatórias.

Soleimani, o principal general iraniano, comandante da Força Quds, encarregada das operações no estrangeiro dos Guardiães da Revolução, morreu no sábado num ataque aéreo norte-americano em Bagdad, no qual também foi morto o 'numero dois' das Forças de Mobilização Popular, Abu Mehdi al-Muhandis.

O funeral de Soleimani estava marcado para esta terça-feira na sua cidade natal, Kerman (sul), onde se registou uma debandada que matou pelo menos 50 pessoas.

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