Holandeses estiveram 4 horas sem comunicações. Nem o 112 funcionou

Desconhecem-se as causas do apagão de telecomunicações. Polícia saiu para as ruas.

A interrupção de telecomunicações a nível nacional na Holanda deixou a polícia e os números de emergência sem funcionar durante cerca de quatro horas até à operadora nacional Royal KPN ter anunciado que o serviço foi restaurado. A causa da interrupção permaneceu por esclarecer, mas os responsáveis da empresa disseram que não parecia ser o resultado de um ciberataque.

"Não temos razões para pensar que foi [um ataque] e monitorizamos os nossos sistemas 24 por dia sete dias por semana", disse uma porta-voz da KPN.

Já a porta-voz do Coordenador Nacional de Segurança e Combate ao Terrorismo, Anna Posthumus, disse que é "muito cedo para dizer" se pode ter havido um ataque cibernético.

A interrupção foi a maior de que há memória na Holanda. Teve origem na rede da KPN, mas também afetou outros fornecedores de telecomunicações que usam as suas infraestruturas.

Os números de emergência ficaram sem funcionar, o que levou as autoridades a aconselhar as pessoas no Twitter a "irem ao hospital por conta própria". Os números de contacto de emergência "não podem ser alcançados devido a uma avaria técnica. Estamos a dar tudo para resolver a anomalia", disse o governo numa declaração. "Se precisar de assistência médica imediata, vá você mesmo ao hospital."

"Estamos a apelar a todos que precisam relatar uma emergência e precisam de ajuda para irem para a rua. Agentes da polícia com walkie-talkies estão a ir para as ruas no maior número possível para que possam falar com eles", disse a porta-voz da polícia Suzanne van de Graaf à emissora nacional NOS.

A polícia militar aumentou temporariamente a presença em locais militares e aeroportos.

O apagão, que afetou as linhas fixas e móveis, inciou às 16.00 locais (15.00 em Lisboa) e durou quase quatro horas.

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