Guterres apela ao diálogo face à violência no Zimbabwe

Secretário Geral da ONU e ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido estão preocupados com a violência em Harare

A reação do governo do Zimbabwe aos protestos contra o resultado das eleições de segunda-feira suscitou vários apelos internacionais à contenção. A ONU e o Reino Unido - antiga potência colonial do Zimbabwe - expressaram a sua preocupação com a repressão violenta que já provocou a morte de três pessoas em Harare.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu moderação aos políticos no Zimbabwee depois da intervenção militar, aconselhando-os a resolver a situação através do diálogo. O porta-voz da ONU, Farhan Haq, pediu em nome de Guterres que se preservem "os direitos fundamentais, entre os quais a liberdade de expressão e de reunião que é de uma importância vital".

Também a ministra com a pasta dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Harriet Baldwin, se mostrou "profundamente preocupada" com a violência no país e pediu, através do Twitter, aos líderes "que assumam a responsabilidade de garantir a calma e a moderação neste momento crítico".

O secretário-geral da Amnistia Internacional, Colm O`Cuanachain, salientou, num comunicado para a imprensa, que a "militarização" do resultado eleitoral é "amordaçar a liberdade de expressão, associação e reunião". "O direito ao protesto tem de ser garantido às pessoas", acrescentou.

As forças de segurança zimbabwanas fizeram três vítimas mortais em Harare, a capital do país, enquanto respondiam a focos de violência provocados por manifestações contra os resultados eleitorais de segunda-feira. A União Nacional Africana do Zimbabué- Frente Patriótica (ZANU-PF), voltou a vencer as eleições que, pela primeira vez em 37 anos, não tinham como candidato Robert Mugabe. O partido agora liderado por Emmerson Mnangagwa conquistou 110 dos 210 lugares na Assembleia Nacional.

"Quero expressar as minhas sinceras condolências às famílias das vitimas da violência de quarta-feira. Todas as vidas humanas são sagradas e as mortes foram trágicas, independentemente das circunstancias.", escreveu Emmerson Mnangagwa hoje no Twitter.

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