Guaidó vai pedir declaração do "estado de alarme" devido a apagão

Deputados vão reunir de emergência esta segunda-feira para decidir sobre a medida. Segundo o presidente interino, há ainda 16 estados do país sem eletricidade e nos outros oito o serviço é intermitente.

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por 50 países, anunciou que vai pedir esta segunda-feira à Assembleia Nacional que decrete o "estado de alarme" no país por causa do apagão, de forma a responder à emergência e ajudar milhões de venezuelanos atingidos pela falta de luz que já dura há mais de 50 horas. Segundo Guaidó, há ainda 16 estados do país sem eletricidade e nos outros oito o serviço é intermitente.

"Amanhã vou pedir à Assembleia Nacional que decrete o estado de alarme nacional. Não podemos deixar a nossa gente sozinha", afirmou, indicando que irá também anunciar novas ações de rua para continuar a pressionar o presidente Nicolás Maduro. "Vocês têm o direito a protestar, sair para a rua e exigir os vossos direitos", indicou o presidente da Assembleia Nacional.

Guaidó voltou a acusar Maduro de ser o responsável pelo apagão, que atingiu o país na quinta-feira à noite e se mantém em parte do país. O presidente interino criticou o ministro da Energia, Luis Motta Domínguez, que no dia do apagão indicou que em "três horas" iria restabelecer a eletricidade.

"Família militar. Falem com os vossos familiares. Digam-lhes quem é responsável por tudo isto. E enquanto estamos aqui, voltou a faltar a luz, mas não se vai a esperança da Venezuela", indicando que "todas as opções estão sobre a mesa".

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