Grupo de supremacistas brancos planeou ataque a centrais de energia nos EUA

Plano foi revelado durante um interrogatório a um adolescente cujo conteúdo foi revelado acidentalmente pelo FBI.

Supremacistas brancos planearam um ataque a centrais de energia no sudoeste dos Estados Unidos e tinham um plano para operacionalizar um ataque caso o presidente Donald Trump perdesse as eleições, revelou um depoimento ao FBI.

Segundo um depoimento ao FBI, que foi revelado acidentalmente, um adolescente de Ohio estaria alegadamente envolvido e terá revelado o plano que previa a atuação dos supremacistas brancos caso Donald Trump não fosse reeleito nas presidenciais de novembro, que foram ganhas por Joe Biden.

O adolescente estava num grupo de mensagens encriptadas, juntamente com mais de uma dezena de pessoas, quando no outono de 2019 apresentou a ideia de poupar dinheiro para comprar um terreno onde pudessem realizar treino militar, revela o depoimento do FBI, que foi arquivado sob sigilo juntamente com um pedido de mandado de busca e apreensão no Tribunal Distrital do Leste dos EUA de Wisconsin em março.

Os documentos foram inadvertidamente divulgados na semana passada, e após o erro ser detetado foram imediatamente selados de novo, noticia a agência AP.

O adolescente de Ohio, que tinha 17 anos na altura, partilhou os seus planos sobre uma conspiração para causar uma quebra de energia em centrais de energia no sudeste dos Estados Unidos, através da utilização de armas automáticas.

Esta operação foi intitulada como 'Light's Out' e estava prevista para o verão de 2021, podia ler-se ainda nos depoimentos revelados.

Um dos membros do grupo, do Texas, terá confessado ao informador do FBI que "a quebra de energia acordaria as pessoas para a dura realidade da vida, causando estragos em todo o país".

Apesar da declaração identificar três pessoas e fazer referência a outras pertencentes a este grupo, a agência AP não citou nenhum nome porque as acusações ainda não foram apresentadas publicamente.

Nenhum dos três identificados respondeu a mensagens por correio eletrónico ou por telemóvel, e um dos pais não fez qualquer comentário sobre este caso.

O adolescente tinha ainda a intenção de que o grupo estivesse operacional nas eleições presidenciais de 2024, porque acreditava que provavelmente seria um democrata a vencer, mas o depoimento acrescentava que "o cronograma para estar operacional seria acelerado se o presidente Trump perdesse as eleições de 2020".

Uma fonte revelou aos investigadores que o adolescente "definitivamente queria estar operacional para a violência, mas também para o ativismo".

A porta-voz do Ministério Público dos Estados Unidos do distrito sul de Ohio, Jennifer Thornton, disse que não podia fornecer informações adicionais pelo facto da investigação estar em andamento mas assegurou que "não há ameaça iminente à segurança pública relacionada a este assunto".

O depoimento divulgado detalha uma investigação sobre os membros do grupo, que alegadamente compartilham a ideologia supremacista branca.

Estes comunicavam através de mensagens encriptadas, compartilhando leituras recomendadas sobre literatura da supremacia branca, exigiam um 'uniforme' para simbolizar o seu compromisso e conversavam sobre o fabrico de armas.

Esta investigação terá começado após um quarto homem, do Canadá, ter sido detido quando tentava entrar nos EUA.

Este terá dito na fronteira que ia visitar o adolescente de Ohio, que tinha conhecido através de um grupo, segundo o depoimento. Os agentes encontraram imagens de nazistas e relacionadas com supremacia branca no seu telefone.

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