Gabinete da Presidente sul-coreana bloqueia buscas do Ministério Público

Presidente diz estar disponível para ser interrogada mas opõe-se a quaisquer buscas

O gabinete da Presidente sul-coreana recusou a entrada de investigadores do Ministério Público que desejavam fazer buscas na casa presidencial, no âmbito do caso de corrupção que já levou ao afastamento de Park Geun-hye.

Os investigadores querem questionar Park e fazer buscas à Casa Azul presidencial de modo a obterem mais informação sobre os eventos que levaram à sua destituição em dezembro. Park disse estar disponível para ser interrogada, mas o seu gabinete opõe-se a quaisquer buscas e afirma que a lei impede que estas aconteçam em locais que contenham segredos de Estado.

Na sexta-feira, uma equipa de investigadores tentou entrar na Casa Azul no centro de Seul após receber um mandado de busca do tribunal. No entanto, não foram deixados entrar, com os funcionários da Casa Azul a dizer que podem apenas entregar documentos, mas não autorizar entrada.

Na quinta-feira o porta-voz do Ministério Público Lee Kyu-chul disse aos jornalistas que a sua equipa quer realizar buscas em zonas da Casa Azul que suspeitam ter relação com o escândalo de corrupção. O porta-voz explicou que os escritórios dos assessores presidenciais e de pessoal da segurança podem ser alvo de buscas, mas não indicou como é que os investigadores vão conseguir entrar.

O Ministério Público considera que Choi Soon-sil, amiga próxima da Presidente sul-coreana, extorquiu, com a conivência de Park, os principais conglomerados do país para fazer entrar 77.400 milhões de won (61 milhões de euros) em duas fundações que controlava, em troca de favores, acusando-a ainda de ter interferido em assuntos de Estado, apesar de não desempenhar nenhum cargo público.

O parlamento, controlado pela oposição, aprovou a destituição da Presidente a 09 de dezembro por causa deste caso, um dos maiores escândalos políticos da história recente da Coreia do Sul, uma decisão que terá de ser ratificada pelo Tribunal Constitucional para ser definitiva.

O tribunal tem até junho para decidir se Park tem de abdicar permanentemente ou pode voltar a assumir o cargo.

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