Danos em Saint-Martin e Saint-Barthélemy avaliados em 1,2 mil milhões de euros

O custo dos prejuízos provocados pelo furacão Irma nas ilhas de Saint-Martin e Saint-Barthélemy foi avaliado em 1,2 mil milhões de euros, indicou hoje a Caisse centrale de réassurance (CCR), ressegurador público francês para as catástrofes naturais.

As resseguradoras são entidades que assumem o risco das seguradoras através da emissão de apólices. Na prática, são as seguradoras das seguradoras.

"Este montante inclui os prejuízos das casas, dos veículos e das empresas (incluindo as perdas de exploração)" cobertos pelo regime de indemnização das catástrofes naturais, precisou a CCR em comunicado.

O furacão Irma, que o Governo francês decretou hoje oficialmente como catástrofe natural, é "um dos mais importantes pelos quais passou a França em 35 anos", sublinhou a CCR.

Em Saint-Martin, 60% das casas ficaram inabitáveis, segundo as avaliações dos responsáveis locais.

Detida a 100% pelo Estado francês, a CCR oferece às seguradoras coberturas ilimitadas em matéria de catástrofes naturais, mas também para outros riscos associados ao interesse público, como o risco de atentados ou atos de terrorismo.

Na sexta-feira, o máximo responsável da CCR, Bertrand Labilloy, garantiu que a caixa dispõe de "reservas suficientes para cobrir o sinistro, seja qual for o custo".

O furacão Irma, que deverá chegar em força hoje a Cuba, dirige-se para a Florida, onde 5,6 milhões de pessoas foram aconselhadas a sair de suas casas.

O fenómeno causou pelo menos 19 mortos nas Caraíbas (10 dos quais nas ilhas francesas de Saint-Martin e Saint-Barthélemy), agora ameaçadas por um outro furacão, o José.

Os prejuízos poderão chegar aos 120 mil milhões de dólares nos Estados Unidos, nas Antilhas e nas Caraíbas, indicou a agência Enki Research.

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