Fox pede desculpa por tirar Trump de foto com Epstein

Um dos canais favoritos do presidente dos EUA cortou a sua imagem junto do pedófilo entretanto morto e da sua mulher, presa há dias.

A Fox News pediu desculpas na segunda-feira por "erroneamente" ter cortado o presidente Trump de uma fotografia que apresentava o acusado de tráfico sexual Jeffrey Epstein e a sua alegada cúmplice Ghislaine Maxwell.

"No domingo, 5 de julho, uma notícia sobre Ghislaine Maxwell durante o America's News HQ da Fox News Channel eliminou por engano o presidente Donald Trump de uma fotografia ao lado da então Melania Knauss, Jeffrey Epstein e Maxwell", disse um porta-voz da rede, tendo completado a declaração com um pedido de desculpas: "Lamentamos o erro".

O corte de Trump na foto divulgada pelo canal noticioso de direita suscitou críticas. Trump e os seus seguidores têm tentado colar o ex-presidente democrata Bill Clinton a Epstein, ao divulgar fotos em que ambos aparecem.

Trump foi citado numa reportagem da New York Magazine de 2002 como tendo chamado a Epstein "um tipo fantástico" e, mais do que isso: "Gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas estão no lado mais jovem".

No ano passado, Trump disse que teve entretanto um desentendimento com o gestor e que não se falavam há uns 15 anos.

Em 2008, o milionário Epstein conseguiu obter um acordo com o então procurador da Florida e hoje secretário do Trabalho da administração Trump, Alex Acosta. Apesar de ser acusado de recrutamento de dezenas de raparigas, algumas com apenas 13 anos, para massagens e sexo na sua mansão em Palm Beach, Epstein confessou-se culpado de duas acusações de solicitação de prostituição (uma com uma menor de 18 anos) e foi obrigado a registar-se como delinquente sexual.

Em troca foi-lhe concedida imunidade de acusação federal e cumpriu 13 meses na prisão do condado, mas podia sair durante o dia para o seu escritório em Palm Beach, podendo inclusivamente continuar a prática dos crimes.

A sua ex-companheira, a britânica Ghislaine Maxwell, foi detida no início do mês e acusada por procuradores federais em Nova Iorque na quinta-feira passada, pelo seu alegado papel no recrutamento e abuso sexual de raparigas menores como parte de um comportamento criminoso com anos de duração.

Em agosto do ano passado, Epstein foi encontrado morto na cela da prisão de Nova Iorque durante o julgamento pelo qual podia ser condenado a uma pena de 45 anos de prisão.

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