Antigo chefe de segurança de Trump disse que lhes foram oferecidas mulheres em Moscovo

Situação aconteceu durante o concurso Miss Universo, na Rússia, em 2013

O antigo responsável pela segurança pessoal de Donald Trump disse que quando estiveram em Moscovo em 2013, para o concurso Miss Universo, foi abordado com uma oferta estranha: cinco mulheres para subirem e fazerem companhia ao milionário no quarto. "Não fazemos esse tipo de coisas", terá dito então Keith Schiller, segundo avança a NBC.

Schiller testemunhou no Congresso no âmbito da possível ingerência russa nas eleições norte-americanas. As declarações, de acordo com fontes que estavam presentes na audiência citadas pela televisão norte-americana, surgem no contexto do dossiê que terá sido elaborado Christopher Steele, britânico antigo espião do MI6, que falava em prostitutas russas.

"Oh meu deus, isso é uma treta", terá dito Keith Schiller sobre a história que dá conta de um encontro entre Trump e prostitutas na viagem que o agora Presidente dos EUA fez à Rússia para a realização do concurso Miss Universo.

Na mesma noite em que foi feita a "oferta", Schiller falou sobre o assunto com Trump e ambos riram e desdramatizaram a situação, frisou. O guarda-costas disse ainda que permaneceu ainda algum tempo à porta do quarto, depois de Trump entrar, e afirmou estar confiante de que nada terá acontecido.

Keith Schiller afirmou ainda que ele e Trump estavam cientes do risco de os quartos de hotel em Moscovo estarem equipados com câmaras de vigilância e equipamentos semelhantes.

Veterano da Marinha, Keith Schiller começou a trabalhar para Trump quando fazia parte da força policial de Nova Iorque. Começou a fazer a segurança de Trump a tempo inteiro em 2002, tendo passado a chefe de segurança em 2004. Fez parte da equipa do Presidente dos EUA na Casa Branca até setembro, funcionando como chefe de operações da Sala Oval.

Muito próximo de Trump, esteve perto do Presidente nas decisões mais controversas e delicadas. Foi inclusivamente Keith Schiller que entregou, em mãos, na sede do FBI, a carta que informava James Comey, agora ex-diretor da instituição, do seu despedimento.

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