Filhos de ex-presidente do Panamá negam suborno da Odebrecht

As notícias foram publicadas na semana passada por vários jornais brasileiros

Dois filhos do ex-Presidente panamiano Ricardo Martinelli negaram hoje notícias segundo as quais receberam um suborno de seis milhões de dólares (5,7 milhões de euros) da construtora brasileira Odebrecht.

Ricardo Martinelli Linares e Luis Enrique Martinelli Linares afirmaram, em comunicado, que as notícias "não têm fundamento".

O pai de ambos, Presidente do Panamá de 2009 a 2014, vive um exílio voluntário em Miami, na Florida, Estados Unidos da América. O Panamá pediu a sua extradição para ser julgado por alegações de corrupção.

Os filhos afirmam reservar-se o direito de empreender ações legais contra os responsáveis pela "campanha mediática" contra eles.

As notícias foram publicadas na semana passada por vários jornais brasileiros, com base em alegadas afirmações do antigo presidente da construtora Luiz Eduardo Soares aos procuradores brasileiros em que afirmava terem sido pagas "comissões" aos filhos de Martinelli.

Documentos divulgados na semana passada pelo Departamento de Justiça indicam que a Odebrecht pagou cerca de 788 milhões de dólares (755 milhões de euros) de subornos em 12 países.

Os pagamentos foram feitos em relação a "mais de 100 projetos em 12 países, incluindo Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela", segundo a informação divulgada pelos norte-americanos.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG