Extinto incêndio florestal em aldeia junto ao Parque Nacional de Doñana

Meios aéreos foram essenciais

O incêndio que deflagrou esta segunda-feira à tarde na aldeia Arroyo Santa María de Almonte, Huelva, junto ao Parque Nacional de Doñana, no sul de Espanha, foi declarado extinto ao cabo de três horas, noticiou a agência espanhola Efe.

Segundo informações do dispositivo de combate aos incêndios, o fogo foi rapidamente dominado devido à rápida atuação dos nove meios aéreos que se deslocaram para a zona desde o primeiro momento.

Graças à atuação desses meios, o incêndio, declarado às 16:30, foi controlado em apenas uma hora, tendo depois sido realizados os trabalhos de rescaldo por terra, a cargo de 21 bombeiros florestais com um camião tanque.

O conselheiro do Meio Ambiente e Ordenamento do Território da Andaluzia, José Fiscal, descartou qualquer relação entre este incêndio e o que deflagrou no sábado em La Peñuela de Moguer (Huelva).

"Não tem nada que ver com o incêndio de Moguer", declarou à imprensa, sublinhando que o fogo já extinto "não implicou o desvio de qualquer meio" e que aquele é uma "absoluta prioridade".

Após mais de 45 horas de trabalhos por terra e ar, o incêndio de Moguer apresenta uma "evolução muito favorável", segundo a direção do Plano Infoca, que transmite agora uma mensagem de "otimismo moderado" para as imediações de Doñana.

Depois da mais recente reunião técnica, realizada às 18:00 no posto de comando avançado, José Fiscal disse à imprensa que o incêndio já não tem três frentes, mas um perímetro "perfeitamente delimitado".

Dentro desse perímetro, existem "pontos quentes" de reacendimento -- registaram-se sobretudo nas horas de mais calor e devido ao vento que soprou durante a tarde na zona -, mas "automaticamente os meios aéreos dirigem-se a eles para os apagar de forma rápida", de acordo com o responsável regional que, por enquanto, continua a não falar da superfície estimada consumida pelas chamas, embora admitindo tratar-se de "um grande incêndio".

Por sua vez, a conselheira da Justiça e Interior, Rosa Aguilar, explicou que na reunião técnica se decidiu que as pessoas que continuam deslocadas "não regressem ainda a suas casas" e deixou claro que a autorização para tal não será dada até que "haja cem por cento" de segurança e tranquilidade absoluta.

Os últimos dados fornecidos pelo 112 indicam que hoje de manhã eram ainda 450 as pessoas realojadas em diversos locais de Matalascañas, El Rocío e Moguer.

Uma das mensagens mais destacadas do dia de hoje foi a emitida pela presidente da Junta da Andaluzia, Susana Díaz, segundo quem "não se vai permitir que um só metro incendiado seja requalificado".

Enquanto se aguarda para conhecer as causas do incêndio, algo em que estão já a trabalhar a Brigada de Investigação e agentes da Guardia Civil, o objetivo continua a ser, neste momento, extinguir as chamas que, apesar de apenas terem afetado levemente o Parque Nacional de Doñana, representaram uma "situação grave", que pôs em risco a vida de pessoas e destruiu uma zona de alta sensibilidade ambiental.

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