Ex-refém diz que bombardeamentos são uma armadilha

Nicolas Hénin defende que bombardear a Síria apenas vai beneficiar o grupo jihadista

"Bombardeamentos contra o Estado Islâmico são uma armadilha. O vencedor desta guerra não será o lado com as armas mais novas, mais caras, mais sofisticadas, mas o lado que conseguir ter o povo do seu lado", defendeu Nicolas Hénin, um jornalista francês que durante 10 meses esteve refém do grupo jihadista responsável, entre outros, pelos atentados de 13 de novembro em Paris.

Num vídeo publicado no Youtube do The Syria Campaign, Hénin pede à comunidade internacional que pare os bombardeamentos na Síria e procure uma solução política para o problema.

"Neste momento, com os bombardeamentos, estamos a empurrar as pessoas para as mãos do Estado Islâmico. O que temos de fazer, e é esta a chave, é envolver as pessoas locais", defendeu, considerando que o grupo jihadista "acabará por colapsar".

Na sua opinião, uma das formas de o Estado Islâmico "perder terreno a grande velocidade" seria a comunidade internacional decidir que todas as regiões sírias dominadas pela oposição fossem declaradas zonas de exclusão aérea. "Zonas de exclusão aérea para toda a gente. Para a coligação, para os russos, para o regime. Toda a gente. Assim, dar segurança às pessoas seria devastador para o Estado Islâmico e era nisto que a comunidade internacional se deveria focar", afirmou.

Nicolas Hénin esteve refém do Estado Islâmico, nomeadamente de Mohammed Emwazi, conhecido como jihadista John, durante 10 meses, tendo sido libertado em abril de 2014.

Já antes, logo após os atentados de Paris, o jornalista havia defendido esta posição.

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