EUA serão "implacáveis" na luta contra o terrorismo

Presidente dos EUA salientou que é necessário de reforçar a determinação de combater o terrorismo, bem como à "odiosa" ideologia que o alimenta

O Presidente dos Estados Unidos garantiu hoje que será "implacável" na luta contra o terrorismo e sublinhou o seu apoio ao Mali após o ataque, na sexta-feira, a um hotel de Bamako em que morreram 27 reféns.

Barack Obama disse que, tal como os atentados em Paris, o ataque na cidade africana "demonstra que o flagelo do terrorismo afeta toda a gente", sendo necessário reforçar a determinação de o combater, bem como à "odiosa" ideologia que o alimenta. "Estamos ao lado do povo do Mali na sua luta para libertar o país de terroristas e fortalecer a democracia", disse o chefe de Estado norte-americano em Kuala Lumpur. "Juntamente com os nossos aliados, os Estados Unidos serão implacáveis na luta contra aqueles que ataquem os nossos cidadãos. Vamos continuar a erradicar as redes terroristas. Não permitiremos que estes assassinos tenham qualquer santuário", acrescentou.

Vamos continuar a erradicar as redes terroristas. Não permitiremos que estes assassinos tenham qualquer santuário

Na sexta-feira, homens armados entraram num hotel de luxo em Bamako, no Mali, e sequestraram 170 pessoas, um ataque reivindicado pela Al-Qaeda que terminou com um assalto de forças malianas e estrangeiras. Os atacantes chegaram num automóvel com matrícula diplomática, entraram no hotel Radisson Blu aos gritos de "Allahu Akbar" (Alá é Grande) e começaram a disparar armas automáticas. Pelo menos três pessoas morreram nesses primeiros momentos.

Muitos dos 140 hóspedes que foram feitos reféns, juntamente com 30 funcionários, eram estrangeiros de pelo menos 14 nacionalidades, incluindo cinco tripulantes da companhia aérea Turkish Airlines e 12 da Air France e cidadãos alemães, argelinos, belgas, canadianos, chineses, costa-marfinenses, espanhóis, indianos, marroquinos, norte-americanos, russos e senegaleses.

Cerca de quatro horas depois do início do sequestro, forças militares malianas apoiadas por unidades especiais francesas e norte-americanas lançaram um assalto ao hotel, permitindo a fuga de cerca de 80 dos reféns.

O ataque foi reivindicado pelo grupo radical Al-Mourabitoune, dirigido pelo 'jihadista' argelino Mokhtar Belmokhtar e afiliado da Al-Qaida, que num telefonema para a agência privada mauritana Alakhbar afirmou ter realizado o ataque com a colaboração da Al-Qaida no Magrebe Islâmico (AQMI).

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