EUA continuam "parceiros firmes" da Arábia Saudita, garante Trump

O presidente dos Estados Unidos assegurou que o seu país vai manter-se como "parceiro firme" da Arábia Saudita, apesar de reconhecer que o príncipe saudita Mohammed bin Salman pode ter sabido do plano de assassinar o jornalista dissidente Jamal Khashoggi.

"Os Estados Unidos pretendem permanecer um parceiro firme da Arábia Saudita para garantir os interesses do nosso país, de Israel e de todos os outros parceiros da região", asseverou Trump.

O presidente norte-americano disse, por outro lado, que as agências de informações ainda estão a estudar o dossiê sobre o assassínio de Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul, ocorrido no dia 2 de outubro, bem como sobre quem o planeou.

"As nossas agências continuam a avaliar todas as informações, mas pode muito bem ser que o príncipe herdeiro tenha conhecimento deste trágico evento - talvez ele tenha feito isso e talvez não o tenha feito!", disse Trump em comunicado divulgado pela Casa Branca.

A avaliação da CIA é que a morte de Khashoggi foi ordenada pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que é o governante de facto da Arábia Saudita.

Congressistas democratas e republicanos pediram a Trump para impor sanções e retirar o apoio a Salman, mas sem sucesso. Trump também disse que não cancelaria contratos militares com o reino, dizendo que uma medida tão "tola" só beneficiaria a Rússia e a China.

Trump também ainda que a Arábia Saudita é um importante parceiro de negócios e um "grande aliado" na luta contra o poder iraniano no Médio Oriente.

Quer o rei Salman quer o príncipe "negam vigorosamente qualquer conhecimento do planeamento ou da execução do assassínio", e que a verdade pode nunca ser conhecida.

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