Estudantes raptadas na Nigéria pelo grupo Boko Haram regressam a casa

Algumas das raparigas raptadas na Nigéria no mês passado pelo grupo Boko Haram já regressaram a casa. Testemunhas falam em cerca de 100 crianças, mas fontes governamentais falam em menos de 80

Cerca de 100 alunas que foram raptadas em fevereiro na cidade nigeriana de Dapchi pelo grupo islâmico Boko Haram já regressaram a casa. A notícia está a ser avançada pela Reuters, que cita duas testemunhas e um oficial militar. Fontes governamentais, no entanto, dizem que foram libertadas 76 crianças, num processo que ainda não acabou.

De acordo com a informação recolhida é possível que tenham sido militantes do Boko Haram a libertar um grupo de meninas.

De acordo com a BBC, as circunstâncias do regresso das estudantes às suas casas ainda não são claras, mas há a informação que cinco meninas morreram.

Em fevereiro, o grupo islamista efetuou um ataque no Estado de Yobe, semelhante ao conduzido em abril de 2014 a outra instituição feminina, fazendo recordar o sequestro de mais de 200 raparigas, também pelo Boko Haram, na cidade de Chibok, no vizinho Estado de Borno.

Dias depois do ataque, a Nigéria anunciava que tinha encontrado algumas das 111 meninas desaparecidas na vila de Dapchi e que estavam em segurança.

No momento do ataque, estavam presentes 889 estudantes, avançou a agência noticiosa AP.

Os atacantes saquearam a escola e levaram comida antes de fugir da cidade, escreve a agência EFE.

O Boko Haram, cujo nome significa "a educação ocidental é pecado", luta pela imposição de um Estado islâmico na Nigéria, um país predominantemente muçulmano no norte e maioritariamente cristão no sul.

Desde o espoletar da atividade da organização na região, em 2009, mais de 20.000 pessoas morreram.

As Nações Unidas apontam que cerca de 1,6 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas, com 4,7 milhões a precisar urgentemente de assistência alimentar.

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