Estados Unidos anunciam novas sanções contra o Irão

Sanções visam 11 entidades e indivíduos que apoiam a força de elite do regime iraniano

Os Estados Unidos anunciaram hoje novas sanções contra o Irão, visando 11 entidades e indivíduos que apoiam os Guardas da Revolução -- a força de elite do regime iraniano -- ou envolvidos em ciber-ataques contra o sistema financeiro norte-americano.

"Todos os bens e ativos das entidades e pessoas visadas serão congelados e os cidadãos norte-americanos estão interditados de fazer operações comerciais com eles", indicou o Tesouro norte-americano num comunicado.

No mesmo comunicado, o Departamento do Tesouro norte-americano precisa que uma das entidades sancionadas dá apoio ao programa iraniano de mísseis balísticos.

Paralelamente, o Presidente norte-americano, Donald Trump, deverá ainda hoje decidir se prolonga ou não a suspensão das sanções económicas associadas ao acordo nuclear iraniano.

O acordo entre o Irão e o Grupo 5+1 (que junta os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - -- Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China -- mais a Alemanha) foi muito criticado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que durante a sua campanha eleitoral expressou, por repetidas vezes, o desejo de romper com o acordo e reiterou a necessidade de exigir mais garantias a Teerão.

Concluído em julho de 2015, o acordo prevê o levantamento progressivo das sanções internacionais contra o Irão, que em troca deve limitar ao uso civil o seu programa nuclear.

Na prática, o acordo parou os programas de desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irão.

Em meados de julho a administração norte-americana impôs novas sanções jurídicas e financeiras dirigidas a indivíduos e entidades iranianas ligadas ao programa de mísseis balísticos, interditado por uma resolução da ONU, e aos Guardas da Revolução.

O Congresso dos Estados Unidos votou depois, no final de julho, a favor de sanções contra o Irão, que acusou de desenvolver o seu programa de mísseis balísticos, violar direitos humanos e apoiar grupos -- como o Hezbollah -- considerados "terroristas" por Washington.

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