Estado Islâmico reivindica ter abatido avião e publica vídeo. Russos desmentem

Reivindicação foi feita através do Twitter e vídeo está na internet, mas autoridades russas dizem não existir provas que tenha sido um ataque terrorista

Uma ala que diz estar ligada ao Estado Islâmico no Egito reivindicou hoje no 'Twitter' ter abatido o avião russo que se despenhou no Sinai, no leste egípcio, provocando a morte aos 224 passageiros e tripulantes.

"Os soldados do Califado conseguiram abater um avião russo na província do Sinai transportando mais de 220 cruzados que foram mortos", afirmou o grupo extremista num comunicado colocado nas redes sociais, indicando ter agido como "represália" à intervenção russa na Síria.

Pouco depois, surgiu em vários canais online, como o YouTube, um vídeo que supostamente mostra o avião a ser atingido por um míssil.

As autoridades não garantiram a autenticidade desta gravação.

O avião, que tinha como destino São Petersburgo, caiu ao sul da cidade egípcia de Al-Arish, capital da província do Norte Sinai, pouco depois de levantar voo de Sharm el-Sheik, com 224 pessoas a bordo. O aparelho pertence à companhia russa MetroJet (Kogalimavia), fundada em 1993 e com base no aeroporto moscovita de Domodedovo, que realiza habitualmente voos fretados.

Vários especialistas militares questionados pela agência de notícias AFP disseram que os insurgentes do Estado Islâmico, que tem seu bastião no norte da península do Sinai, não dispõem de mísseis capazes de atingir um avião a 30 mil pés, mas não excluem a possibilidade de uma bomba a bordo do avião, ou que foi atingido por um foguete ou míssil quando descia na sequência de falhas técnicas na aeronave.

O ministro dos Transportes russo, Maksim Sokolov, afirmou que a reivindicação por parte do grupo ligado ao Estado Islâmico "não pode ser considerada como exata", segundo avança o The Guardian. O porta-voz do exército Mohamed Samir reforçou a afirmação do ministro: "Eles podem divulgar os comunicados que quiserem, mas neste momento não há provas que terroristas tenham sido responsáveis pela queda do avião. Saberemos as verdadeiras razões quando a autoridade para a aviação civil, em coordenação com as autoridades russas, completar a sua investigação."

O contacto com a aeronave perdeu-se 23 minutos depois da descolagem do aeroporto de Sharm el-Sheikh, na fronteira com o Mar Vermelho. O avião estava a uma altitude de mais de 30.000 pés (9.144 metros) quando o comandante do avião queixou-se a uma falha técnica do equipamento de comunicação a um funcionário da autoridade de controlo do espaço aéreo egípcio.

A embaixada da Rússia no Cairo informou que todas as 224 pessoas, na maioria russos e alguns ucranianos, que estavam a bordo do avião russo que caiu hoje na península do Sinai, no Egito, morreram nessa tragédia.

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