Estado Islâmico raptou menino chamado Messi e obrigou-o a mudar o nome "infiel"

Criança ficou traumatizada e não sabe se deve, ou não, responder pelo seu nome de nascimento

Seis meses depois de ser libertado, Messi não sabe se deve responder quando o chamam pelo nome. Os dois anos nas mãos do Estado Islâmico, que raptou o menino iraquiano de cinco anos e a sua família em 2014, deixaram marcas.

O menino foi entrevistado, juntamente com a sua família, seis meses após a sua libertação, que ocorreu em outubro de 2016, pelo meio de comunicação iraquiano Kurdistan 24, que o The Independent cita.

Tinha três anos quando foi raptado e o seu nome, que o seu pai, fã de futebol, foi "roubar" ao craque argentino do Barcelona, não era apreciado pelos elementos do Estado Islâmico que o obrigaram a responder ao nome "Hassan". Isto porque a palavra Messi é uma blasfémia, explicou a tia do menino.

"Lavaram-lhe o cérebro e intimidaram-no para que rejeitasse o seu nome e respondesse por Hassan", acrescentou a mesma fonte.

Messi ficou traumatizado pelo que viveu em cativeiro e não sabe se deve, ou não, responder quando o chamam pelo seu verdadeiro nome. Raramente fala, também, de acordo com a família.

Durante a entrevista, o pequeno rapaz usou a camisola do jogador do Barcelona que lhe deu o nome.

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