Estado australiano de Vitória em alerta e recolher obrigatório em Melbourne

São vários os casos de países, estados e cidades que se veem obrigadas a retroceder nas medidas de abertura para uma nova normalidade, devido ao aumento de casos. O estado de Vitória e a sua cidade Melbourne integram este lote. A partir deste domingo, os residentes terão novas restrições.

A segunda maior cidade da Austrália, Melbourne, impôs um recolher obrigatório durante a noite deste domingo para impedir a propagação de casos de covid-19, que se irá prolongar pelas próximas seis semanas. O estado de Vitória, a que pertence a cidade, declarou o chamado "state of disaster", depois de ter registado mais de 700 novos casos da noite para o dia. O país, reconhecido por travar a aceleração da pandemia e impor rapidamente restrições entre a comunidade, vê o número de casos a aumentar novamente.

O estado de Vitória soma já 11.557 infeções desde o arranque da pandemia - 10.643 destes em Melbourne - e mais sete mortos desde sábado - três mulheres na casa dos 70 anos, duas mulheres na casa dos 80, um homem na casa dos 90 e outra mulher com 90 anos, escreve o The Guardian. Só de quarta para a quinta-feira anterior, foram registados mais 723 novos casos.

A partir das 18:00 deste domingo, os residentes deste estado contarão com restrições na circulação. Apesar de estarem autorizados a fazer compras, só uma pessoa por família poderá dirigir-se ao supermercado, que deve estar a cinco quilómetros das suas casas. Também o exercício físico ao ar livre está limitado, a uma hora e a duas pessoas (juntas). Exceção feita para casos em que pais teriam de deixar filhos sozinhos em casa.

Em Melbourne, foi introduzido um recolher obrigatório, a partir deste domingo e durante as próximas seis semanas, entre 20:00 e as 05:00. Os residentes só poderão entrar em incumprimento caso trabalhe nestas horas ou esteja dependente de cuidados de e para outros.

A partir desta quarta-feira, o estado de Vitória passará todos os alunos para um ensino à distância. As escolas só ficarão abertas para casos especiais, como os alunos que terão os pais a trabalhar já fisicamente nas empresas. Também nesta quarta-feira, os restaurantes, cafés, bares e ginásios estarão obrigados a fechar a partir da meia-noite.

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