Entra uma garrafa, sai um vale

O sistema "Pfand" foi adotado na Alemanha há mais de uma década. O objetivo é incentivar o consumidor a devolver as garrafas de plástico e vidro

Frutas, legumes, carne, queijo, para comprar num supermercado alemão é impossível evitar o plástico, seja nos sacos ou nas embalagens. Mas para as garrafas de plástico há um sistema implementado em 2003, revisto em 2006, que faz parte do dia-a-dia dos consumidores. De acordo com o Departamento de Estatística da União Europeia, o Eurostat, a Alemanha é o maior consumidor de plástico da Europa e a tendência é aumentar. O "Pfand" prevê o pagamento de uma taxa recuperável na altura da compra de uma garrafa de plástico ou de vidro.

As garrafas que podem ser devolvidas vêm com uma etiqueta com o símbolo de reciclagem e o valor a ser entregue. Por exemplo, uma garrafa de um litro de água corresponde a 15 cêntimos. Os valores, por unidade, podem chegar aos 25 cêntimos. Basta colocar o recipiente dentro de uma máquina, que habitualmente se encontra à entrada ou no interior dos supermercados e hipermercados. Com a devolução, o cliente recebe um vale de desconto para entregar à saída, quando estiver a pagar as compras. E pode ser também apenas trocado por dinheiro.

O pagamento funciona como um ciclo: um supermercado, por exemplo, paga ao fabricante da bebida o imposto quando recebe o produto. O mesmo valor deverá ser entregue pelo fabricante à empresa de reciclagem e pelo cliente quando compra a garrafa. Todos pagam e todos recuperam o valor.

Mas o "Pfand" não se aplica a todas as garrafas, nem a todas as bebidas. O leite ou o vinho vendidos em recipientes de plástico ou vidro ficam de fora. Nestes casos o consumidor não está sujeito ao sistema de tara retornável.

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