Enfermeiros espanhóis vão poder receitar medicamentos

Governo de Espanha aprovou decreto que dá autonomia aos enfermeiros para fazerem alguns atos médicos sem ser necessário uma diretiva do clínico

Os enfermeiros espanhóis vão poder receitar alguns medicamentos e explicar aos doentes como e por quanto tempo devem tomar a medicação. Isto sem ser necessária a intervenção de um médico.

A decisão foi aprovada no final desta semana pelo governo espanhol e vai permitir a estes profissionais tomar algumas decisões sem ter de esperar por diretivas superiores, noticiou o diário El País.

Por exemplo, no caso da vacina da gripe vai deixar de ser necessário uma ordem do médico, basta que a pessoa preencha os requisitos estabelecidos pelas autoridades de saúde para que os enfermeiros possam administrar a vacina.

Para evitar questões legais relacionadas com a intervenção destes profissionais, vai existir um regulamento onde ficará claro quais as funções e em que questões os enfermeiros têm autonomia.

A partir do momento em que o decreto entrar em vigor os enfermeiros vão poder ter mais autonomia em questões como a vacinação, o controle da tensão, uso de antibióticos, algumas intervenções em tratamentos para a gravidez. Procedimentos em que até agora era necessário um pedido de um médico.

Para a ministra da Saúde de Espanha, María Luis Carcedo, o dia em que a decisão foi aprovada fica na história da medicina no país.

Esta decisão do governo espanhol é idêntica à ideia defendida pela atual ministra da Saúde Marta Temido.

Em 2014, na sua tese de doutoramento - com o título "Exequilibidade de uma revisão da combinação de papéis profissionais entre médicos e enfermeiros em Portugal" -, Marta Temido concluía que apesar de "não haver consenso suficiente sobre se uma opção deste tipo é adequada ao contexto" nacional, existe espaço para "uma redistribuição do trabalho entre médicos e enfermeiros".

Defendia que os enfermeiros poderiam realizar algumas técnicas de diagnóstico e tratamento e, eventualmente, passar receitas de alguns medicamentos.

Esta ideia foi de imediato criticada pela Ordem dos Médicos.

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