Professor que deu emails de Hillary a Trump deixou passaporte na Madeira

Passaporte de Joseph Mifsud, professor maltês que terá passado emails de Hillary Clinton a Donald Trump durante a campanha presidencial dos Estados Unidos em 2016, foram encontrados em Câmara de Lobos em agosto de 2017

O passaporte de Joseph Mifsud, académico maltês que alegadamente terá passado emails de Hillary Clinton a Donald Trump durante a campanha presidencial dos Estados Unidos em 2016 e que está desaparecido desde novembro de 2017, foi encontrado em Câmara de Lobos, na Madeira, três meses antes do desaparecimento, segundo informações das autoridades policiais.

Mifsud, suspeito de ter servido de elo de ligação entre a campanha de Trump e oficiais russos, terá perdido a carteira e o passaporte durante umas férias que passou na ilha, tendo os seus documentos ficado 17 meses nos perdidos e achados do aeroporto da Madeira.

Segundo o BuzzFeed News , os documentos foram encontrados pela polícia a 5 de agosto de 2017, seis meses depois de o maltês ter sido interrogado pelas autoridades do FBI que investigavam a interferência russa nas eleições norte-americanas, mas a perda do passaporte não está relacionada com esse processo.

A embaixada de Malta em Lisboa foi notificada do desaparecimento dos documentos quando expirou o prazo para que estes fossem reivindicados, em 24 de janeiro deste ano, e não se sabe se foram descartados propositadamente ou se simplesmente foram perdidos.

O passaporte desaparecido corresponde ao que foi utilizado pelo académico maltês para viajar para Ucrânia e Rússia em 2017. Sete dias depois de o documento ter sido encontrado na Madeira, Joseph Mifsud recebeu um novo passaporte com o qual viajou para a Moscovo.

Esta descoberta é a mais recente relacionada com Mifsud, que foi visto pela última vez a 6 de novembro de 2017 numa universidade de Roma onde dava aulas. No último mês, três órgãos de comunicação social italianos receberam uma gravação de um áudio no qual alegadamente se ouve a voz de Mifsud e onde este nega qualquer irregularidade e qualquer ligação com os serviços de inteligência.

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