Resgate de Julen. Equipa muda de estratégia e abre um túnel horizontal

Remoção de terra falhou, e a criança continua desaparecida. Empresário que fez o furo de prospeção de água, recusa responsabilidade na queda de Julen no poço. "Tapei o buraco. Alguém tirou a pedra e a criança caiu", diz.

Equipa de resgate que está a tentar salvar o pequeno Julen teve de mudar de estratégia, porque a remoção da terra do interior do poço, por sucção, não resultou: a criança não foi encontrada. Os técnico decidiram escavar agora um túnel horizontal, na esperança de conseguir chegar ao local onde a criança se encontra presa.

Entretanto, Antonio Sánchez Gámez, o empresário que fez o furo de uma centena de metros no qual caiu Julen, de dois anos, no domingo à tarde, num campo da região de Málaga, em Espanha, diz que não é responsável pelo desastre porque "tapou o furo com uma pedra" e o deixou "em segurança".

Em declarações ao diário digital El Español, Antonio Sanchez admite, no entanto, "estar nervoso" por causa do desaparecimento do menino que, apesar dos esforços que continuam no terreno, para o resgatar, ainda não foi sequer encontrado.

"Faço sempre os meus trabalhos com segurança", garante o empresário. E sublinha: "Se ninguém tivesse tirado a pedra, a criança não teria caído lá dentro."

De acordo com o empresário, que diz ter acorrido ao local logo no domingo, quando soube do sucedido, "alguém fez" já "depois de ele ter concluído o trabalho, uma vala com cinco ou seis metros de diâmetro em torno do furo", cujo diâmetro é de apenas 25 cm.

Antonio Sánchez nega, por isso, qualquer responsabilidade no acidente, garantindo que desconhece por que motivo foi retirada a pedra que ele diz ter colocado para selar o poço, ou por que foi feita a vala em torno da abertura.

Corrida contra o tempo

No terreno, entretanto, os trabalhos que estão a ser realizados por mais de uma centena de pessoas para tentar salvar a criança continuam pelo segundo dia consecutivo, numa corrida contra o tempo. Mas, de Julen, nem sombra.

De acordo com os media espanhóis, a terra no interior do furo, que se crê ter resvalado das bordas laterais a uma profundidade de 80 metros - até onde foi possível descer uma câmara, mas sem que se visse sinal da criança - está a ser sugada por uma máquina à velocidade máxima possível.

As autoridades definiram três estratégias paralelas para tentar salvar Julen. A primeira é, justamente, a retirada da terra no interior do poço. Paralelamente está a ser escavada de forma rápida um poço paralelo, com a mesma profundidade, mas com um metro e metro meio de diâmetro, para tentar chegar ao sítio onde se acredita que o menino esteja preso.

Os pais de Julen continuam no local a acompanhar as operações. No ano passado, em abril, a tragédia bateu-lhes à porta, quando perderam um outro filho, um menino de três anos, que morreu de um problema cardíaco.

Notícia atualizada às 13.20 para incluir a nova estratégia de resgate.

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