Donald Trump abre exceção para autarca de Londres

Proibir entrada de muçulmanos nos EUA é uma das ideias defendidas pelo pré-candidato republicano às presidenciais

"Há sempre exceções". Foi assim que Donald Trump reagiu quando questionado se o novo presidente de Londres, o muçulmano Sadiq Khan, ficaria impedido de entrar nos Estados Unidos face à medida que quer implementar de proibir os muçulmanos de entrar nos Estados Unidos caso venha a ganhar as eleições presidenciais.

O pré-candidato republicano afirmou ao jornal The New York Times que "ficou feliz de ver" a eleições de Sadiq Khan, trabalhista muçulmano, filho de um motorista de autocarro e de uma costureira imigrantes do Paquistão. "Acho que é uma coisa boa e espero que ele faça um bom trabalho porque, francamente, seria muito, muito bom", disse Trump. "Acho que se fizer um bom trabalho... lidera-se pelo exemplo, sempre pelo exemplo. Se ele fizer um bom trabalho, se fizer um ótimo trabalho, seria uma coisa fantástica", justificou.

Donald Trump anunciou, após os atentados de Paris, em novembro do ano passado, a intenção de proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, caso venha a ser eleito presidente.

Sadiq Khan afirmou em entrevista à Time que pretendia visitar os Estados Unidos para ver o trabalho desenvolvido pelos mayors de Chicago e Nova Iorque, mas que teria de o fazer até ao fim do ano, já que as eleições norte-americanas estão agendadas para 8 de novembro.

"Se Donald Trump se tornar presidente serei impedido de ir lá em virtude da minha fé, o que significa que não poderei encontrar-me com os autarcas americanos e trocar ideias", disse.

Entretanto, face à possibilidade de ser tratado como uma exceção, Sadiq Khan já afirmou que a dispensa. "Isto não é apenas sobre mim - é sobre os meus amigos, a minha família e todos os que têm um passado semelhante ao meu, em qualquer parte do mundo", justificou.

Khan, de 45 anos, venceu as eleições com 57% dos votos, sendo escolhido por 1,3 milhões de pessoas contra o multimilionário Tory Zac Goldsmith, e tornando-se o primeiro presidente de câmara muçulmano de uma capital ocidental.

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