Diplomata alemã entre as vítimas mortais em Beirute

A mulher estava no interior do seu apartamento, situado na capital libanesa, na altura m que ocorreu a explosão. O governo alemão já enviou para Beirute uma equipa de 47 pessoas da sua agência de proteção civil. Médicos Sem Fronteiras alertam para possível escassez de medicamentos.

Uma diplomata alemã morreu em consequência das explosões em Beirute. É a primeira morte de um cidadão da Alemanha confirmada, revelou o ministro das Relações Exteriores do país.

"Todos nós, do Ministério das Relações Exteriores, estamos de luto profundo pela nosso colega", disse Heiko Maas, através de um comunicado citado pela AFP.

A funcionária morreu quando estava no interior do seu apartamento situado na capital libanesa.

A notícia "confirmou os nossos piores receios", disse ainda Heiko Maas.

Os números oficiais das vítimas mortais da explosão maciça no porto libanês aontam para 137 vítimas mortais, um número que deveá aumentar. Há 5000 feridos e cerca de 300 mil desalojados.

As equipas de salvamento continuam à procura de sobreviventes -e de desaparecidos - entre os escombros.

O ministro alemão Maas revelou que o país não deixaria o povo de Beirute sem apoio, e proneteu ajuda para enfrentar a crise.

"A catástrofe pode ter reduzido Beirute a escombros, mas a nossa amizade com o Líbano não foi abalada", escreveu Heiko Maas artigo num artigo publicado no Bild, o jornal diário mais lido na Alemanha.

Na quarta-feira, o governo alemão enviou para Beirute uma equipa de 47 pessoas da sua agência de proteção civil - a THW. O exército alemão disse que tinha vículos de emergência médica na zona que "poderiam ser ativados imediatamente".

As quase 300.000 vítimas das explosões de terça-feira em Beirute e uma possível escassez de medicamentos fazem temer uma crise humanitária no Líbano comparável à da guerra civil, disse o presidente da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Em declarações à agência France-Presse, o franco-libanês Mego Terzian disse que a capital do Líbano viveu "durante a guerra libanesa (1975-1990) tempos difíceis e semelhantes".

"Recordo-me de bombardeamentos a depósitos de petróleo que não estão longe do porto. Eram as mesmas cenas, a cidade estava completamente devastada, as pessoas andavam nas ruas, feridas, desesperadas, sem saber para onde ir", contou.

"Alguns funcionários da MSF, mobilizados durante esse período, também estão muito afetados e tocados pela gravidade dos testemunhos, que nos levam de volta a esse período tão difícil", adiantou.

Mego Terzian indicou que, segundo informações da equipa da organização no local, na terça-feira registou-se "um afluxo maciço aos hospitais de Beirute e da região" e "muito rapidamente, as salas de emergência ficaram sobrecarregadas", tendo alguns doentes sido transferidos para fora da cidade.

No entanto, "a situação parece ser muito mais estável desde quarta-feira", adiantou, explicando que "os profissionais de saúde libaneses, especialmente aqueles que já têm experiência na guerra civil, conseguiram fazer uma triagem muito rapidamente (...) e priorizar os pacientes que precisavam de passar pelo bloco operatório".

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