Desemprego nos EUA pode chegar aos 20% em maio, diz conselheiro de Trump

Trata-se de um valor inédito desde a Grande Depressão dos anos 30, alertou Kevin Hassett, em entrevista à CNN. Os EUA continuam a ser o maior foco do mundo da pandemia.

O conselheiro sénior do Presidente dos EUA para a economia, Kevin Hassett, alertou que a taxa de desemprego pode chegar aos 20% em maio, um valor inédito desde a Grande Depressão dos anos 30. "Olhando para a chegada dos pedidos de subsídio de desemprego, parece que provavelmente vamos aproximar-nos dos 20% em maio e junho", disse o economista em entrevista à CNN.

"Em junho, a taxa de desemprego pode situar-se entre os 16 e os 20%, um valor muito alto que não víamos desde a Grande Depressão", acrescentou Kevin Hassett, que chamou também a atenção para a forte queda previsível nos valores do Produto Interno Bruto.

"Olhando para os números do CBO [Departamento do Orçamento no congresso, que apresenta previsões e estatísticas independentes], os números para a queda no segundo trimestre apontam para uma contração de 40%", acrescentou o economista.

"Muitas das consultoras de Wall Street estão a prever uma queda entre -20% a -30%"

Interrompido pela jornalista para esclarecer se a contração da maior economia do mundo ia mesmo registar um valor de 40% entre abril e junho, Hassett respondeu: "Muitas das consultoras de Wall Street estão a prever uma queda entre -20% a -30% no segundo trimestre e se olharmos para os números do CBO, estão por aí, mas o que devíamos fazer era deixar de multiplicar por quatro, porque essa é a taxa anualizada, e parece um número muito maior do que realmente é".

A economia norte-americana registou uma queda no primeiro trimestre de 4,8%, antevendo-se que os números do segundo trimestre sejam bastante piores tendo em conta a propagação da pandemia e as medidas de contenção, que congelaram a economia.

Na semana passada, o departamento do Trabalho indicou que em abril foram destruídos 20,5 milhões de empregos no país e a taxa de desemprego saltou para 14,7%, quando em março estava nos 4,4%.

Os EUA continuam a ser o maior foco do mundo da covid-19 em termos absolutos, com 79.058 mortes em 1.321.223 casos. Pelo menos 212.534 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades norte-americanas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 280 mil mortos e infetou mais de quatro milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,3 milhões de doentes foram considerados curados

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