Desastre na Indonésia: número de mortos já é superior a 1200

Números oficiais dão conta de 799 feridos graves, mas faltam ainda contabilizar duas comunidades isoladas, o que faz prever que o número de vítimas vai subir

Confirma-se o medo das autoridades indonésias: o número de mortos provocados pelo tsunami e pelos dois sismos que atingiram a ilha de Celebes (Sulawesi) na passada sexta-feira já ultrapassou o milhar (foi confirmada a morte de 1234 pessoas). O último balanço dava conta de 832 mortos.

Esta terça-feira, Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência indonésia para a gestão de desastres, afirmou, segundo a Associated Press, em conferência de imprensa, na cidade de Jacarta, que 799 pessoas estão gravemente feridas e que duas comunidades - Sigi e Balaroa - ainda não foram contabilizadas, o que faz prever que o número de vítimas mortais e feridos ainda vá subir.

Os receios das autoridades não vão desvanecer tão rapidamente porque as zonas atingidas pelo tsunami e pelos sismos, onde vivem 1,4 milhões de pessoas, têm várias áreas de acesso limitado e muitas pessoas estão presas em ruínas e escombros. Existem também muitas falhas nas comunicações.

Este já é o pior sismo seguido de tsunami na Indonésia desde a tragédia de 26 de dezembro de 2004, quando um devastador abalo de magnitude 9,1 ao largo da costa de Sumatra desencadeou um maremoto que matou 168 mil pessoas (220 mil num total de 13 países).

Desde então, este foi o terceiro tsunami a atingir o país: a 17 de julho de 2006, mais de 600 pessoas morreram após o abalo e a subida das águas na zona ocidental e central de Java (a maioria na cidade de Pangandaran); a 25 de outubro, foram mais de 400 os mortos em Mentawai.

O governo indonésio, liderado por Joko Widodo, já pediu ajuda internacional para fazer frente à catástrofe e dezenas de agências humanitárias e organizações não-governamentais já disseram estar prontas para prestar assistência.

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