Depois do papel higiénico, as máscaras. Ladrões no Japão roubam 6.000 de um hospital

Uma caixa com 65 máscaras pode cegar aos 465 dólares em mercados online. Governo pediu aos fabricantes para aumentarem a produção. na segunda-feira, em Hong Kong, foi assaltado um camião que transportava papel higiénico.

Depois de um camião que transportava papel higiénico ter sido na segunda-feira alvo de um assalto à mão armada em Hong Kong, onde a escassez do produto motivou uma corrida ao comércio local, desta vez foram roubadas 6000 máscaras cirúrgicas de um hospital no japão.

O país enfrenta uma escassez deste tipo de proteção e um enorme aumento dos preços online devido ao surto do coronavírus.

Quatro caixas que continham as máscaras desapareceram de um depósito trancado no hospital da Cruz Vermelha Japonesa na cidade portuária de Kobe, no oeste do país, informou um funcionário do hospital esta terça-feira.

"Ainda temos um grande número de máscaras - o suficiente para continuar as nossas operações diárias no hospital, mas isto é deplorável", disse o oficial à AFP.

A polícia iniciou uma investigação porque suspeita que os ladrões pretendam revender as máscaras.

As máscaras esgotaram-se em muitas lojas em todo o país, à medida que o número de infecções aumentou no Japão - um dos países mais afetados pelo Covid-19 depois da China.

A ansiedade do público também foi alimentada pelas notícias que dão conta de centenas de pessoas infetadas com o vírus a bordo de um navio em quarentena no Japão.

Existem caixas de 65 máscaras à venda por mais de 50.000 ienes (456 dólares) em lojas online. O governo japonês "solicitou fortemente" aos fabricantes de máscaras para aumentarem a produção.

Faltam bens básicos, como papel higiénco

O motorista de um camião foi assaltado por três homens em frente a um supermercado em Mong Kok, um dos bairros historicamente dominados pelas tríades locais em Hong Kong.

"O motorista foi ameaçado por três homens, armados com facas, que roubaram pacotes de papel higiénico no valor de mais de mil dólares de Hong Kong (119 euros)", indicou um porta-voz da polícia.

Há cerca de duas semanas que encontrar papel higiénico se tornou difícil em Hong Kong, apesar das garantias do Executivo de que o fornecimento de bens não será afetado pelo surto do coronavírus Covid-19.

Os supermercados não têm conseguido reabastecer com rapidez suficiente, e longas filas de clientes formam-se à porta das lojas ainda antes da abertura, à procura de outros bem como arroz, massas, detergentes e desinfetantes.

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