Itália "respira" com redução inédita de doentes nos cuidados intensivos

Itália registou este sábado pela primeira vez uma redução do número de doentes nos cuidados intensivos, num dia em que se registaram mais 681 mortos por covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

De acordo com a proteção civil italiana, com os 681 registados nas últimas 24 horas, perfaz-se um total de 15 362 vítimas mortais na sequência do novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19. Desde finais de fevereiro, altura em que a epidemia se começou a propagar em Itália, fazendo do país o líder da tabela de vítimas mortais, a curva tem-se mantido ascendente. Por isso, a proteção civil destacou a redução inédita do número de doentes internados nos cuidados intensivos dos hospitais italianos: são hoje 3994, menos 74 do que na sexta-feira (4068).

"É uma notícia importante, porque permite aos nossos hospitais respirarem. É a primeira vez que esse número baixa desde que asseguramos a gestão desta emergência", clarificou Angelo Borrelli, chefe da proteção civil italiana. O número total de doentes, mortos e curados, em Itália é agora de 124 632, tendo-se registado um aumento de 4805 novos casos nas últimas 24 horas.

Por isso mesmo, ainda é cedo para as autoridades declararem vitória e o país prepara-se para pelo menos mais um mês de vida sob isolamento geral. A queda do número de pacientes em cuidados intensivos é animadora e "um sinal forte", "mas não deve ser lida como um sinal de que superámos a fase crítica", disse o chefe do conselho científico do governo Franco Locatelli.

Na sua ótica, os números mostram "o sucesso" das medidas aplicadas pelo executivo e que vão ficando mais rigorosas de dia para dia. A partir de domingo, em Itália, passa a ser obrigatório o uso de máscara, uma recomendação que ainda gera controvérsia pelo mundo e que está a ser novamente analisada pela Organização Mundial de Saúde. Além disso, as lojas locais devem fornecer luvas descartáveis a todos os cidadãos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já causou mais de 59 mil mortos e infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia. O continente europeu, com cerca de mais de 603 mil infetados e mais de 43 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos.

Portugal regista 266 mortes e 10 524 casos de infeções, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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