Covid-19: Ilhas Salomão identificam primeiro caso positivo

Uma das poucas nações que tinha escapado à pandemia anunciou este domingo o primeiro caso positivo de covid-19.

As Ilhas Salomão, no Pacífico sul, uma das poucas nações que escapou até agora à pandemia, anunciaram este domingo o primeiro caso positivo de covid-19 no território, um estudante repatriado das Filipinas que deu previamente negativo em vários testes realizados no país de origem.

As Ilhas Salomão deixam assim de fazer parte do restrito grupo de países que não foram afetados pela pandemia, casos de Kiribati, Ilhas Marshal, Micronésia, Nauru, Palau, Samoa, Tonga, Tuvalu e Vanatu, todas nações e territórios oceânicos.

"Dói-me dizer que perdemos o nosso estatuto de nação livre de covid-19, apesar do nosso esforço coletivo para prevenir a entrada da pandemia", disse o primeiro-ministro, Manasseh Sogavare, numa mensagem transmitida na televisão no sábado.

O estudante, que é assintomático, estava em quarentena em Manila e tinha apresentado resultado negativo nos três testes que realizou antes de embarcar no avião.

Ao chegar às Ilhas Salomão submeteu-se a um novo teste que acusou positivo.

O isolamento geográfico das nações insulares do Pacífico ajudou-as a escapar à pandemia e os seus governos trabalham para evitar o contágio, uma vez que a covid-19 poderia saturar, rapidamente, os seus frágeis sistemas de saúde.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 34,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

Ilhas do Pacífico têm escapado à covid, mas não à crise

São poucos os territórios que continuam livres de covid-19, todos eles ilhas do Pacífico que, às primeiras notícias da pandemia, fecharam os aeroportos para impedir a disseminação da doença.

Mas, se a pandemia não chegou, o mesmo não se pode dizer das consequências económicas resultantes da covid-19, dado que boa parte destes territórios é fortemente dependente do turismo, atividade que registou uma fortíssima quebra.

Com as projeções a apontar para quedas entre os 5% e os 10% na economia destes territórios, a equação não é fácil. "Se o vírus chegar, será como um fogo descontrolado. Dadas as nossas limitações [do sistema de saúde], o melhor que temos a fazer é manter o vírus longe tanto quanto possível", dizia à BBC, em agosto, Len Tarivonda, diretor de saúde pública de Vanuatu, uma ilha do Pacífico com cerca de 300 mil habitantes.

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