Corbyn pronto para um governo minoritário

Corbyn diz que o seu partido foi o vencedor das eleições e está pronto para formar governo e conduzir as negociações para o Brexit

Numa entrevista transmitida pela BBC, Corbyn reiterou a opinião de que a primeira-ministra, Theresa May, deve apresentar a demissão perante o fracasso de obter a maioria "forte e estável" que pretendia.

O líder trabalhista reivindicou um "aumento enorme dos votos em todo o país" para invocar uma vitória moral das eleições, mesmo se o partido Conservador conquistou mais assentos na Câmara dos Comuns.

Nós apresentámos as nossas políticas e tiveram uma enorme adesão. Penso ser claro quem é que ganhou estas eleições

Corbyn afirmou também que o 'Labour' está pronto para "servir o país" e formar um governo para implementar um programa que acabe com a austeridade no país e invista nos serviços públicos, mas sem coligações.

Estamos a propor avançar com um programa que apresentámos na campanha. Não fizemos acordos nem pactos com ninguém

Segundo o calendário legislativo, o parlamento britânico deve retomar os trabalhos na terça-feira e o próximo governo apresentar o seu programa, no tradicional "Discurso da Rainha", em 19 de junho.

"O parlamento deve reunir e o parlamento terá então de decidir quando um governo apresentar um discurso da rainha. Nós vamos apresentar o nosso ponto de vista. Claro que estamos prontos a servir", reiterou.

Quanto ao Brexit, Corbyn entende que as negociações devem continuar, visto que o artigo 50º. do Tratado Europeu já foi ativado, processo que não pretende travar.

"O governo em funções daqui a 11 dias terá de conduzir essas negociações. A nossa posição é muito clara: nós queremos um Brexit dos empregos primeiro, por isso o mais importante é um acordo comercial com a Europa. Penso que um gesto de boa vontade do parlamento seria votar agora para que todos os nacionais europeus possam ficar no Reino Unido", defendeu.

Um atraso no calendário das negociações dependerá de Bruxelas, mas o líder trabalhista manifestou-se novamente pronto para assumir o poder.

"Nós estamos prontos para fazer as negociações em nome deste país para proteger empregos e ter um acordo sensato sem taxas alfandegárias com a Europa", declarou.

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