Cônsul honorário na Guatemala implicado nos Papéis do Panamá

Juan Manuel Díaz-Durán Méndez, nomeado por despacho de Paulo Portas, em 2012, é fundador de escritório de advogados ligado à Mossack Fonseca.

O Cônsul honorário de Portugal na Guatemala, Juan Manuel Díaz-Durán Méndez, que é também deputado naquele país, viu o seu nome implicado no caso Papéis do Panamá, devido à ligação do escritório de advogados que fundou à Mossack Fonseca, que está no centro deste escândalo internacional, e ao envolvimento desta na criação de uma conta offshore para a traficante de droga Marllory Chacon.

Em declarações à imprensa local, Díaz-Duran admitiu que a sua firma tem "vindo a colaborar com a Mossack Fonseca já há algum tempo" mas garantiu de forma "categórica" que nunca teve "nenhuma relação" com a traficante, ligada a poderosos cartéis de países latino-americanos.

Durán Méndez foi nomeado Cônsul honorário de Portugal, em setembro de 2012, através de um despacho assinado pelo então ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas. Oficialmente mantém-se ainda nestas funções.

Na sequência das eleições realizadas em 2015, acabou por chegar ao parlamento do seu país, já no início deste ano, pelo Partido Vìsión com Valores (Visão com Valores), em substituição de outro candidato, Edgar Zamora, que teve problemas com a justiça e não chegou a ser empossado.

Ontem, o Cônsul de Portugal garantiu à imprensa local que não se lançou na política para se proteger de eventuais problemas relacionados com a parceria do seu escritório com a Mossack Fonseca. "Na altura [em que me candidatei] não conhecia a investigação que está em curso", lembrou, garantir ter "a consciência tranquila".

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