Conservadores de Merkel caem e extrema-direita sobe na Alemanha

Polémicas e crise interna sobre a crise migratória estão a penalizar a chanceler alemã

Há 12 anos no poder, Angela Merkel volta a acusar desgaste, pressionada que está a nível interno pelos seus parceiros de coligação da CSU para convencer os parceiros europeus a chegar a um novo acordo, mais abrangente, sobre a gestão de migrantes e refugiados na UE. Na origem da pressão feita pelo líder da congénere bávara da CDU - e também ministro do Interior alemão - Horst Seehofer, está uma tentativa de travar a subida do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha - AfD - nas eleições regionais de 14 de outubro no estado federado da Baviera.

Mas, para já, o esforço de encontrar um contraponto em relação à AfD não parece estar a resultar muito. Segundo uma sondagem Emnid para o jornal Bild am Sonntag, que foi divulgada este domingo, os conservadores da CDU/CSU contam com 31% das intenções de voto, ou seja, caem 2%. O SPD, parceiro de Merkel e Seehofer no governo de Grande Coligação, mantém-se, inalterado, nos 18%. E a AfD 1%, para os 16%, o resultado mais alto em intenções de voto registado numa sondagem Emnid.

A AfD, que cresceu muito à custa das críticas à entrada desregulada de migrantes e refugiados na Alemanha, entrou no Bundestag depois de ter ficado em terceiro lugar nas eleições legislativas alemãs de 24 de setembro de 2017. Neste escrutínio, a CDU/CSU de Merkel teve 32,9%, o SPD, que na altura era liderado pelo ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz recolheu 20,5% dos votos e a AfD conseguiu 12,6%.

Merkel participa hoje, em Bruxelas, numa reunião de líderes europeus sobre o problema da crise migratória. Inicialmente tinha sido noticiado que a chanceler mandaria o seu porta-voz à reunião. O que originou especulações variadas. Desde o facto de estar a tentar dar pouca importância à reunião que antecede o Conselho Europeu dos dias 28 e 29 à possibilidade de estar a preparar-se para abandonar o poder.

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