Conselho de Segurança da ONU vai enviar observadores para Aleppo

Os enviados deverão fazer observações "adequadas, neutras e diretas" para prevenir atrocidades

O Concelho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade o envio de observadores para Aleppo para monitorizar a retirada de pessoas da cidade que foi fortemente afetada pela guerra civil.

A resolução dos 15 membros do concelho, aprovada esta segunda-feira, pede que todos os lados garantam a segurança dos observadores e o acesso total e imediato, para prevenir o que o governo francês descreveu como "atrocidades em massa", segundo a AP.

Segundo o comunicado publicado no site das Nações Unidas, os enviados vão fazer observações "adequadas, neutras e diretas". Os observadores das Nações Unidas e outras instituições vão poder ainda providenciar ajuda humanitária e cuidados médicos aos civis de Aleppo e de toda a Síria.

Este acordo foi alcançado após mais de três horas de conversação este domingo, em que a Rússia e a França apresentavam resoluções contrárias. A Rússia acabou por aceitar a proposta francesa, mostrando o primeiro sinal de unidade entre os países em vários meses.

A resolução 2328 destaca a importância de "assegurar a passagem voluntária, segura e digna de todos os civis a partir dos distritos leste de Alepo ou de outras zonas para qualquer destino que desejem, sob a supervisão e a coordenação das Nações Unidas e outras instituições pertinentes".

Para isso, encarrega o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de adotar "medidas urgentes" para pôr em marcha a supervisão das evacuações, "em consulta com as partes interessadas".

Essa consulta com as partes envolvidas no conflito era fundamental para a Rússia, o maior aliado do regime sírio, que defendia que qualquer iniciativa neste âmbito teria de ser coordenada com o regime do Presidente Bashar al-Assad.

Com Lusa

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