Conselho de Segurança da ONU quer sanções contra jihadistas

Hollande reúne-se ao longo da semana com Obama, Putin, Merkel e Cameron para concertar atuação contra o terrorismo

O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução autorizando os países a "tomarem todas as medidas necessárias" para combater o Estado Islâmico (EI). A resolução, apresentada pela França uma semana depois dos ataques terroristas de Paris e aprovada por unanimidade, apela aos Estados membros da ONU para "redobrarem e coordenarem os esforços para prevenir e reprimir ataques terroristas" cometidos por aquele grupo islamita e outros ligados à Al-Qaeda. A resolução apela à aplicação de sanções ao grupo islamita e pede aos Estados para intensificar o controlo dos combatentes dos respetivos países e os que estão em trânsito para o Iraque e a Síria.

No texto, o EI é classificado como "ameaça global e sem precedentes à paz e à segurança internacional". A resolução não dá base legal para uma ação militar nem sequer invoca o capítulo VII da Carta da ONU, que autoriza o uso da força. Mas para o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, o fundamental "é que todos os países se comprometam de forma concreta nesta luta, seja por meio de ações militares ou na busca de soluções políticas ou na batalha contra o financiamento do terrorismo".

A resolução foi aprovada horas depois do ataque de islamitas a um hotel na capital do Mali, Bamako, que causou 19 mortos, e nela se condena igualmente a recente violência terrorista no Líbano, Egito e Turquia.

Noutro desenvolvimento relacionado com a concertação diplomática entre as principais potências para a definição de uma estratégia contra o EI, François Hollande recebe amanhã, no Eliseu, o primeiro-ministro britânico David Cameron para discutir este assunto. Hollande viaja depois para Washington, onde se reunirá com Barack Obama. Quarta-feira será a vez de receber Angela Merkel em Paris e na quinta-feira encontra-se com Vladimir Putin na capital russa.

O presidente russo, referindo-se ao ataque terrorista de sexta-feira na capital do Mali, onde morreram seis cidadãos do seu país, disse ontem que considera fundamental a cooperação internacional para enfrentar a presente onda de violência. A Rússia, que está militarmente envolvida no combate ao EI na Síria, foi alvo de um atentado, a 31 de outubro, contra um avião que explodiu sobre o deserto do Sinai. O atentado foi reivindicado pelo grupo islamita e nele perderam a vida 224 pessoas.

Também o presidente chinês Xi Jinping condenou o ataque em Bamako, no Mali, onde perderam a vida três nacionais deste país e garantiu que Pequim "irá reforçar a cooperação com a comunidade internacional para esmagar as organizações terroristas".

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