Confinamento regressa a França

"Confinamento adaptado", com escolas abertas, mas com os estabelecimentos comerciais "não essenciais" como bares e restaurantes encerrados. As restrições vão vigorar pelo menos até 1 de dezembro.

Com 36437 casos novos e um dia depois um dia depois de as autoridades terem anunciado 523 mortes por coronavírus em 24 horas - a maior cifra diária desde abril, Emmanuel Macron anunciou o regresso do confinamento a partir de sexta-feira.

Macron disse que o governo, em conferência de imprensa, irá apresentar amanhã os pormenores das medidas que irão durar pelo menos até 1 de dezembro. "Em cada 15 dias, avaliaremos se podemos aliviar algumas das restrições", disse Emmanuel Macron. "Se conseguirmos controlar a situação dentro de quinze dias, podemos esperar reabrir algumas lojas, especialmente durante este período muito importante antes das férias de Natal", continuou.

Depois de ter dado exemplos de como a França está a ficar "sobrecarregada com a segunda vaga", Macron explicou que este confinamento é menos rigoroso que o anterior.

Em relação a março, Macron disse que há importantes diferenças: a educação vai continuar a funcionar presencialmente, exceto as universidades, o teletrabalho vai intensificar-se, e os lares vão continuar a receber visitas.

Também as fronteiras europeias vão continuar abertas, outra diferença em relação à primeira vaga. Quem entrar em território francês de avião ou de barco será obrigado a fazer o teste de covid-19.

Como na primavera, disse, os franceses podem sair de casa para trabalhar, prestar assistência familiar ou ir a uma consulta médica. Também poderão deslocar-se nas vizinhanças de casa para praticar exercício. As reuniões privadas fora do âmbito familiar são proibidas, bem como as reuniões públicas.

Na véspera e no próprio dia o presidente francês realizou reuniões ministeriais e um funcionário do governo previu que o anúncio seria "impopular".

Em relação à economia, o chefe de Estado anunciou o apoio até 10000 euros mensais às empresas encerradas administrativamente e os trabalhadores que fiquem sem poder trabalhar receberão subsídio de desemprego parcial.

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