CNN acusada de chantagear autor de vídeo em que Trump 'bate' na estação

Até o filho de Donald Trump comentou a situação

A CNN está a ser acusada por vários internautas, no EUA, de chantagear o autor das imagens animadas em que se vê Donald Trump a "agredir" uma pessoa num espetáculo de wrestling, mas com o logo da CNN na cara. O pequeno vídeo saltou para as notícias quando Trump o tweetou e a polémica foi grande, com o presidente dos EUA a ser acusado de promover a violência contra jornalistas.

O indivíduo que criou o pequeno vídeo foi identificado pela CNN como sendo um utilizador do Reddit, com o nome HanAssholeSolo. A estação falou com a pessoa em questão, que também tinha partilhado conteúdos racistas e antissemitas, e que agora pede desculpa.

Não só pediu desculpa no Reddit, como fez o mesmo em conversa com a CNN, afirmando mesmo que não iria repetir este tipo de comportamento

O que está a gerar ainda mais polémica nos EUA, no entanto, é o facto de muitos considerarem que esse pedido de desculpas só surgiu porque a CNN chantageou o indivíduo.

Isto porque a estação, quando noticiou ter encontrado o autor do clip animado, não o identificou de imediato e escreveu: "A CNN reserva o direito de publicar a identidade se algo mudar".

O repórter da CNN Andrew Kaczynski escreveu que a estação não iria divulgar a identidade porque "ele é um cidadão que já publicou um extensivo pedido de desculpas".

A questão (que até o filho de Trump comentou) está, porém, a provocar uma discussão ética relativamente à atitude da CNN. Questiona-se não só se a CNN tem o direito de guardar a identidade de alguém que coloca conteúdo ofensivo online, bem como se o deveria sequer ter feito.

Até Julian Assange, o fundador do Wikileaks, teve algo a dizer.

A CNN também já emitiu um esclarecimento em que diz não tratar-se de uma "rapaz de 15 anos", mas sim de um "homem adulto", e que não publicou o seu nome para sua "segurança".

No entanto, muitos apoiantes de Trump pegaram na referência à idade, como se pode ver pelo tweet do filho do Presidente dos EUA, e "espalharam-na", como sendo um facto, que o indivíduo se trata exatamente de um menor.

A situação até chegou ao site neo-nazi Daily Stormer, onde foi publicada, de acordo com o Washington Post, uma ameaça aos jornalistas da CNN, se não deixarem o seu trabalho.

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